Fé...
Ao longo da minha vida passei por diversas fases, no que a fé diz respeito.
Numa determinada época acreditei em Deus. Não exactamente no Deus em que a maioria das pessoas acredita mas, mesmo assim, no Deus pai e criador de tudo. No Deus omnipresente, omnisciente, omnipotente. Acima de tudo acreditava no Deus bondoso. No Deus que era só amor e sabedoria.
Quando ouvia dizer "Deus castiga", corrigia sempre: "Deus não castiga. Ensina!" Não cabia em mim a ideia de um Deus capaz de conceber a beleza mais arrebatadora e, ao mesmo tempo de punir a sua criação.
Não sei se foi a pouco e pouco ou se repentinamente mas a verdade é que ou a minha fé mudou ou se mudou.
O Deus em que acreditava e que gostava que existisse não existe. É um facto. Ver as coisas que vejo neste mundo basta-me para chegar a essa conclusão.
Se existe um deus é um deus com o qual não concordo. É um deus perfeitamente censurável. Perfeitamente dispensável.
Se esse deus existe e um dia me levar à sua presença (coisa pouco provável) vou querer fazer-lhe umas perguntas. E ele que não me venha com a conversa do livre arbítrio...