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quarta-feira, maio 23, 2007

Fé...

A minha formação é católica. Fui baptizado e fiz a primeira comunhão. Fiquei por aí.
Ao longo da minha vida passei por diversas fases, no que a fé diz respeito.
Numa determinada época acreditei em Deus. Não exactamente no Deus em que a maioria das pessoas acredita mas, mesmo assim, no Deus pai e criador de tudo. No Deus omnipresente, omnisciente, omnipotente. Acima de tudo acreditava no Deus bondoso. No Deus que era só amor e sabedoria.
Quando ouvia dizer "Deus castiga", corrigia sempre: "Deus não castiga. Ensina!" Não cabia em mim a ideia de um Deus capaz de conceber a beleza mais arrebatadora e, ao mesmo tempo de punir a sua criação.

Não sei se foi a pouco e pouco ou se repentinamente mas a verdade é que ou a minha fé mudou ou se mudou.
O Deus em que acreditava e que gostava que existisse não existe. É um facto. Ver as coisas que vejo neste mundo basta-me para chegar a essa conclusão.
Se existe um deus é um deus com o qual não concordo. É um deus perfeitamente censurável. Perfeitamente dispensável.
Se esse deus existe e um dia me levar à sua presença (coisa pouco provável) vou querer fazer-lhe umas perguntas. E ele que não me venha com a conversa do livre arbítrio...

segunda-feira, abril 02, 2007

Milagres vs. Pesquisas científicas

Andam pessoas a matar-se a estudar anos e anos a fio. Depois dos estudos trabalham afincadamente e sem descanso. Procuram razões, procuram explicações, procuram soluções...
Tudo isto seria desnecessário se se dedicassem à escrita e à oração. Ora vejam:

Pode ser a peça que permite acelerar o processo de beatificação do papa João Paulo II. Uma freira francesa diz que foi curada «milagrosamente» da doença de Parkinson, através da intervenção do sumo pontífice.
Em declarações à imprensa, contou que a sua vida «mudou totalmente» depois de os sintomas da doença desaparecerem numa noite de orações em 2005. «Para mim, foi como um segundo nascimento», disse a freira citada pela agência Associated Press.
A francesa contou que lhe foi diagnosticada a doença de Parkinson em 2001. Os sintomas pioraram com o tempo, impedindo-a de escrever, conduzir, andar e acabaram por lhe paralisar o braço esquerdo.
No dia 2 de Junho de 2005, exactamente dois meses após a morte de João Paulo II, a religiosa pediu à superiora para deixar o trabalho. «Na mesma noite senti o desejo de pegar uma caneta para escrever, como se alguém me dissesse: pega uma caneta e escreve», afirmou em entrevista colectiva à imprensa. A religiosa acrescenta que despertou em plena noite «estupefacta por ter conseguido dormir e por ter comprovado que não sentia dores».
Em seguida teve uma consulta com um neurologista, que «comprovou com surpresa o desaparecimento de todos os sintomas da doença e suspendeu o tratamento no dia 7 de Junho».
A freira deve viajar a Roma para as cerimónias do segundo aniversário da morte do papa e para a finalização das investigações sobre a sua vida, que fazem parte do processo de canonização.

Portanto pessoal, já sabem! É escrever e rezar! É escrever e rezar...
Sinceramente...