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domingo, julho 15, 2007

Eleições na Capital do Império

A reter:

- Os jornalistas e os políticos portugueses falam muito bem! Senhora Dona Ministra da Educação: há que dar na cabeça desses professores que não sabem ensinar a falar;
- Os políticos são optimistas. Mesmo quando estão enterrados em desgraça até às orelhas conseguem ver aspectos positivos nos seus resultados;
- O Telmo Correia e o Paulo Portas dão-se tão bem que até bebem do mesmo copo;
- O Miguel de Sousa Tavares (a quem muitas vezes chamo Miguel Esteves Cardoso) destila veneno mas tem muita pinta;
- A política está tão mal vista em Portugal que os lisboetas preferiram a praia com este tempo do que ir votar;

- Os JS's têm pinta de JC's (centristas, entenda-se) e foram clonados a partir de uma fotografia (e não de um modelo) de um qualquer catálogo da Sacoor;
- Toda a gente acha que o sistema político português está a precisar, urgentemente, de mudanças, mas ninguém vai fazer nada;

- Os cabeceirenses são gente boa. Eu já trabalhei no concelho e sei isso por experiência própria mas o dia de hoje fica marcado por um acto de uma generosidade formidável típico daquelas gentes. Para que o nosso Primeiro Ministro não falasse para o boneco, um grupo de simpáticos cabeceirenses (dizia a senhora: eu vim atrás deles...) deslocou-se até Lisboa e fez a festa frente ao camião de onde Sócrates discursou para as massas(??).

sexta-feira, junho 15, 2007

Politiquices

Notícia do Expresso - CDS suspeito de falsificar nomes nos recibos de donativos

Investigação do processo Portucale detectou nomes mirabolantes nos recibos do CDS para justificar a entrada de um milhão de euros nas contas de 2004.
Jacinto Leite Capelo Rêgo. Esta foi um dos nomes encontrados pela Polícia Judiciária nos recibos de donativos emitidos pelo CDS/PP para justificar o encaixe de um milhão de euros em Dezembro de 2004.
Esta entrada de dinheiro foi investigada pela PJ no chamado processo "Portucale", que incide sobre suspeitas de tráfico de influências para a aprovação de um projecto turístico do Grupo Espírito Santo em Benavente.

Mas que MERDA é esta????? Não basta falsificar???? Ainda brincam? Já sinto leite cá pelo rego - Só podia ser no PP do Paulinho...

segunda-feira, maio 07, 2007

Direitos

Conheço um rapaz que está agora a terminar um curso profissional de três anos que lhe dá a equivalência ao décimo segundo e a oportunidade de concorrer ao ensino superior. O curso está ligado à instalação e manutenção de equipamentos informáticos.
A escola profissional onde estuda (as escolas profissionais, por si só dariam um post muuuito longo - pela forma como formam, contratam e são financiadas) vai lançar este ano duas dezenas de recém-formados neste curso e as coisas estão mal paradas para eles...
Ontem, em conversa, ele contou-me algumas peripécias. Aqui ficam umas "pérolas":
- Tem professores que não percebem nada de programação e, portanto, não têm como avaliar;
- Paga "propinas" e vai, certamente, ter de procurar trabalho numa área diferente já que os seus conhecimentos são escassos;
- Em algumas disciplinas faz dez (!!!) módulos num ano...;
- Há um professor que está a estudar. Quando tem trabalhos para a universidade põe os alunos todos a trabalhar para ele...;
Garanto-vos que ainda me contou mais umas tantas. No entanto o que mais me incomodou foi a resposta dele à minha pergunta: E vocês não reclamam? Não fazem nada? Ele encolheu os ombros...

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Desde que dou aulas sou Director de Turma com alguma frequência. Assim sendo tenho de dar a disciplina de Formação Cívica. Apesar de não ter formação para tal (apenas a que a vida e a consciência me dão) tento incutir nos miúdos a noção de responsabilidade cívica e, portanto, a noção dos direitos e dos deveres. É impressionante a facilidade com que as pessoas se deixam pisar hoje em dia. E nem um ai soltam...

Na escola onde trabalho acontece uma coisa que suponho que deva acontecer em muitas mais. Quando vou carregar o meu cartão tenho de ir à papelaria. Chegado lá vou para a fila. Dizem-me os miúdos: professor, pode passar à frente. Os professores passam sempre. Respondo eu - Não. Somos iguais. Vocês já cá estavam. Eles ficam a olhar para mim como quem diz: Tanso!!!
Na semana passada, estava eu na fila, aproxima-se um professor. Ao ver-me na fila vai para o final da mesma. Não resiste a dizer-me o seguinte quando passa por mim: - Eu não costumo ser tão politicamente correcto... Respondi eu: se quiser passar à frente... Força! Ele ficou tentado mas acho que se sentiu na obrigação de ser politicamente correcto...

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Uma senhora que conheço vive num prédio em Viana - Isto deve acontecer em centenas ou milhares de prédios em Portugal - que está a sofrer obras. As obras passam pela colocação de portas corta-fogo no acesso às escadas, entre outras coisas. O representante dos moradores apercebeu-se que essas portas estavam no plano mas não existiam... Fez pressão sobre o construtor. Ou as colocava ou ia para tribunal... O contrutor está a acabar as obras agora...
Como é que isto acontece? Simples o construtor poupa umas massas ao subornar os inspectores camarários... E saem todos a ganhar. Todos menos os moradores. Mas esses não interessam, não é? Afinal de contas esses "só" compram os apartamentos e vivem lá...

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Já disse isto aqui antes mas o nosso país é muito bom numa coisa. As pessoas com deficiências têm descontos enormes nos automóveis de luxo. Basta ver os carros que costumam estacionar nos lugares destinados aos deficientes...

Direito Cívico

Na França oitenta e seis por cento (!!!!!!) dos eleitores participaram no sufrágio de ontem. OITENTA E SEIS!!!!!!

- Na França a votação não é remunerada nem é obrigatória. As pessoas votam porque querem...
- Querem o quê? - Perguntarão os mais distraídos.
- Querem saber de si e do seu país. Tão simples quanto isso.
- E podem votar em casa?
- Não!
- Têm de ir às escolas e juntas de freguesia?
- Têm.
- E os centros comerciais e as praias fecham para as pessoas não poderem lá ir?
- Pelos vistos não.
- Então eles vão mesmo porque querem!...
- É, pelos vistos é isso mesmo...
- Ui! Os franceses são mesmo estranhos... não têm nada de melhor para fazer?
- Parece que eles acham que isto é o que de melhor têm para fazer.
- Coitados. Quando ouvir um avec a gabar a França já lhe vou atirar com essa à cara: Então seu cromo? Também vais votar ao domingo? Hahahaha!
- Os franceses acham que esse é um direito e um dever que lhes assiste.
- É por isso que aquilo lá não anda prá frente...

Realmente estes franceses... Onde já se viu! OITENTA E SEIS POR CENTO!!!!!!

quarta-feira, maio 02, 2007

Obra de Arte

Voltei!!!!!

Ora bem... É verdade que eu não gosto da senhora... Mas este cartaz está aqui única e simplesmente como homenagem às pessoas gastam horas ou dias a fazer montagens extraordinárias como esta...A minha vénia.

quarta-feira, abril 25, 2007

25 de Abril

Tenho saudades do 25 de Abril.
Não vivi o 25 de Abril mas tenho saudades.
Tenho saudades das expressões felizes das pessoas viram as portas da liberdade abrirem à sua frente.
Tenho saudades dos sonhos que se sonhavam nessa altura.
Tenho saudades da forma como todos acreditavam no futuro.
Tenho saudades de como as pessoas não se inibiam de pensar. De dizer. Dizer o que pensavam em vez de pensar no que diriam.
Tenho saudades de quando as pessoas arregaçavam as mangas e arrepiavam caminho.
Tenho saudades de quando as pessoas sabiam que a sua liberdade era sua e de mais ninguém e a dos outros apenas aos outros dizia respeito.
Tenho saudades de quando as pessoas lutavam.
Tenho saudades de quando as pessoas andavam de cabeça erguida na rua e se viam, olhavam, sorriam e cumprimentavam.
Tenho saudades de quando as pessoas viviam umas pelas outras.

Tenho pena do 25 de Abril.
Não o vivi o 25 de Abril e por isso tenho pena.
Tenho pena de tratarmos tão mal o que outros conseguiram.
Tenho pena de ver as pessoas infelizes e a suspirar enquanto dizem que antigamente é que era bom.
Tenho pena porque hoje já não se sonha.
Tenho pena porque as pessoas já não acreditam.
Tenho pena que as pessoas se inibam de opinar. Tenho pena que as pessoas não se dêem ao trabalho de pensar e, portanto, não tenham o que dizer.
Tenho pena porque as pessoas acham que não vale a pena fazer um esforço.Acomodam-se. E fazem pouco de quem acha que vale.
Tenho pena que as pessoas não respeitem a sua liberdade. Não respeitem a liberdade dos outros. Deixem que os outros abusem da sua.
Tenho pena porque as pessoas já não lutam.
Tenho pena porque hoje as pessoas andam cabisbaixas, não se olham, não se cumprimentam, não se falam, não se sorriem.
Tenho pena porque hoje cada um vive por si e para si.

Faz-me falta um novo 25 de Abril. Faz-nos falta...

sábado, abril 21, 2007

Falsificações...

Este gajo... É mesmo sovina... Aldrabar a licenciatura ainda vá. Agora o cartão da piscina municipal é demais!...

terça-feira, abril 17, 2007

Estudar(?) compensa

Este é dedicado à Minerva MacGonagall do Avada Kedavra... Hehehe!

sexta-feira, março 30, 2007

Símbolos


Estes são os símbolos da vergonha, da estupidez, da cobardia, da ignorância, da infâmia, da violência, do perigo, do racismo, da animalidade, do ódio, do nojo, do saudosismo, da ditadura, do extremismo.
Devemos conhecer os nossos maiores inimigos certo? Consultem os sites destas duas organizações criminosas para conhecerem o que realmente são...
Lobos mal disfarçados de ovelhas...

Desculpem mas tenho de ir vomitar.

domingo, fevereiro 11, 2007

Referendo para quê?...

Parabéns povo português!
Muito bem!
Que excelente demonstração de cidadania!
Cinquenta e seis por cento dos portugueses votantes foram capazes de não comparecer às urnas...
Se se tratasse de uma eleição, de uma questão política, mesmo compreendendo que as pessoas estão fartas dessa classe, eu acharia muito triste, muito mau sinal, que metade de nós, eleitores, preferisse ficar em casa a coçar-se, ver televisão, passear nos Centros Comerciais.
Qual chuva qual quê? Isso é desculpa de povo acomodado, preguiçoso e mau pagador...
Mas a verdade, sabem?... a verdade é que estava em causa um referendo. Um referendo que nos dava razão para estarmos fartos da classe política. Essa classe foi incapaz de decidir e amedrontou-se. Assim pôs nas nossas mãos a responsabilidade de decidir sobre um assunto que, imaginava eu (que crente...), não deixa ninguém indiferente. Que resposta demos nós? Esta...
Eu votei sim (admito que estive indeciso entre o sim e o voto em branco até ao último momento) mas preferia que as percentagens estivessem trocadas e a abstenção tivesse sido a grande derrotada. Nesse caso teriamos dado uma enorme lição a todos os políticos portugueses.
Em vez disso preferimos afastar-nos da nossa responsabilidade (tal como os políticos que nos representam). Preferimos virar a cara ao lado e cantar...
Que tristes somos. Que tristes...
Cada vez mais acho que este povo precisa de uma ditadura a sério para valorizar o que tem. A verdade é que, se calhar, as pessoas até iam gostar de ser mandadas e de não ter de decidir nada.
Gostava de ver os abstencionistas andar pela rua com uma faixa no braço (é um bocado nazi, eu sei) para os podermos identificar. Passavam a ser cidadãos de segunda, sem direito a opinião. Eu sei que o que escrevi soa mal mas, acreditem... o mais irónico é que decerto até nem iam incomodar-se...

quinta-feira, janeiro 25, 2007

"Incentivos" ao Ambientalismo

O nosso governo não pára de me surpreender!
Ontem foram anunciadas na Assembleia da República, aquele sítio onde uns meninos e umas meninas se sentam para brincar aos políticos, algumas medidas que, segundo o tal de Primeiro Ministro, visam incentivar os portugueses (e as portuguesas, diria o outro) a proteger o meio ambiente!
Assim, se queremos que os portugueses comprem mais lâmpadas de baixo consumo, como é que o fazemos? Acertaram! Não se baixa o preço destas! Sobe-se o das outras! Há quem chame a isto incentivo! Eu quase chamo coacção!
Se queremos que os portugueses comprem automóveis mais ecológicos o que fazemos? Não baixamos os impostos sobre os híbridos! Aumentamos a carga fiscal nos combustíveis!
Há quem chame a isto incentivo! Eu quase chamo coacção!
Se queremos que os portugueses utilizem mais energias renováveis o que fazemos? Barragens! Esse meio de produção energética cujos impactos ambientais são mínimos!
Mas... não se espantem! Estamos em Portugal! Está tudo explicado...

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Nem sei que título devo dar... - Parte II

Há uns dias atrás um senhor teve a má sorte de ser atropelado no concelho de Odemira... Teve azar porque Sines (onde fica o Hospital do Alentejo Litoral) fica a longínquos cinquenta quilómetros. Teve azar porque a capital do distrito a que pertence, Beja, fica a extraordinariamente afastados cento e dez quilómetros. Teve azar porque Lisboa, a capital da nação, fica a galácticos duzentos anos-luz, desculpem... quilómetros.
Assim, considerando estas distâncias dignas de etapa do Lisboa-Dakar, o senhor estava praticamente condenado à morte... Senão comparemos: na etapa de terça-feira do dito rally Carlos Sousa, com problemas mecânicos incluídos, demorou cinco horas a fazer quatrocentos quilómetros pelas magníficas estradas da Mauritânia! Como podem as pessoas admirar-se que um acidentado com múltiplos focos de contusão cerebral demore meras sete horas a chegar a um hospital em Lisboa?!

O que dizem as entidades responsáveis(?!):
O Ministério da Saúde concluiu, num comunicado divulgado esta quarta-feira, que foi correcto o socorro prestado a um homem vítima de acidente na zona de Odemira, que viria a falecer, a semana passada, afastando a hipótese de realização de um inquérito.
Inquérito para quê? Já toda a gente percebeu! O homem teve um azar do caraças!
Segundo o Ministério da Saúde, durante a assistência ao homem que foi vítima do acidente este fim-de-semana, «foram proporcionadas as medidas de estabilização apropriadas, sem as quais o sinistrado nem sequer teria condições para suportar a viagem».
O senhor que foi atropelado ainda devia estar grato por lhe terem garantido uma viagem até Lisboa!
O ministério assume que «a gravidade do acidente e a distância a que ele ocorreu de um centro hospitalar com capacidade de intervenção neurocirúrgica, condicionaram, sem dúvida, o tempo que mediou entre a ocorrência e a entrada no hospital de destino».
«Não existe, todavia, evidência de que esse lapso de tempo, bem como as manobras entretanto executadas pudessem ter influenciado o desfecho fatal, o qual se deveu essencialmente à gravidade das lesões iniciais», refere o documento.
A gravidade do acidente e a distância a que ocorreu condicionaram sem dúvida... O desfecho fatal que se deveu essencialmente à gravidade das lesões iniciais... Isto é: a culpa é do senhor! Para a próxima vá viver para perto de um centro hospitalar ou então procure ser atropelado com menos violência... Ahh! É verdade! Não vai haver próxima para este senhor!
O presidente da câmara sublinha que, na reunião, todas as partes admitiram que é demasiado grande a distância até ao hospital mais próximo com serviço de neurocirurgia, que se encontra em Beja. Mas acrescenta que seria impossível manter aumentar o número de médicos ou ter um helicópetro permanentemente disponível.
Portanto... não há nada a fazer! Resta esperar que ninguém, no concelho de Odemira (onde, já agora, ficam zonas turísticas bastante frequentadas como Vila Nova de Mil Fontes ou locais de autêntica romaria como a Zambujeira do Mar - Festival do Sudoeste), seja atropelado com esta gravidade! Eu proponho que todos os habitantes de Odemira migrem para outros concelhos.
Mas nem tudo são más notícias!
Assim como aconteceu no caso dos pescadores que morreram a cinquenta metros da costa (eu aqui paro sempre para olhar para os metros...) também agora o ministério responsável vem apresentar novas medidas:
O ministério anunciou ainda a entrada em funcionamento de duas novas Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER), uma em Évora, e outra em Portalegre, além de um «plano da via verde coronária» e formação especializada às tripulações de ambulâncias do INEM e dos bombeiros.
O plano consiste num sistema de organização entre hospitais, ambulâncias e INEM, para a transferência de doentes coronários.
O Ministério da Saúde anunciou a entrada em funcionamento da segunda viatura médica de emergência e reanimação (VMER) no Alentejo, sedeada no Hospital de Évora (a escassos 150 quilómetros de Odemira), até ao final de Fevereiro (já sabem habitantes de Odemira, até fevereiro cuidado na estrada).
Quase que me apetece dizer, enquanto professor (e sublinho que disse quase), que espero que morra um professor vítima do desgaste psicológico ou da violência crescente nas escolas para que depois aquela senhora venha anunciar medidas...

Antes de terminar tenho de fazer uma última referência. O senhor Vítor Almeida, presidente da Associação Portuguesa de Medicina de Emergência disse:
Fico assustado porque um inquérito serve para apurar responsabilidades, não para punir alguém, mas para melhorar um serviço que obviamente está a funcionar mal, já que um politraumatizado demora seis horas a chegar ao hospital... Fico envergonhado com a decisão do senhor ministro de não promover um inquérito.
Vem este senhor, que está completamente fora do assunto dizer estas barbaridades! Sinceramente! Até já parece o representante do sindicato dos pescadores a falar a propósito das medidas que entendia urgentes!
Ainda bem que neste país ninguém dá ouvidos a quem percebe do assunto!

sábado, janeiro 13, 2007

Nem sei que título devo dar...

Hoje, dia 12 de Janeiro, o Ministro da Defesa anunciou a adopção de um Sistema Nacional de Comunicações de Socorro e Segurança, em articulação com o Sistema de Controlo de Tráfego Marítimo, cujo concurso será lançado este ano.
Nuno Severiano Teixeira anunciou ainda o destacamento, durante o Inverno, de um helicóptero ligeiro Alouette III em permanência no Aeródromo de Manobra Número Um, em Ovar e que ainda este ano entrarão ao serviço três novas embarcações do Instituto de Socorros a Náufragos, a primeira das quais já no próximo mês de Maio.
O ministro anunciou ainda que, no quadro do novo Programa Operacional das Pescas, será dado apoio financeiro à formação dos pescadores e à modernização do equipamento de segurança das embarcações, como sondas, GPS, radares, coletes de salvação (?!?!?!), bóias e outros equipamentos de navegação.

Ainda bem que para isto só precisaram de morrer seis pescadores a cinquenta metros da costa depois de horas a pedir auxílio.

sábado, dezembro 16, 2006

Pinochet - Ain't life a bitch?

Era para ter escrito isto no dia em que esta besta morreu. Fui deixando os dias passar mas o de hoje não se livra (ao contrário da Besta, que se livrou).
Infelizmente a Besta morreu. Infelizmente morreu. Infelizmente não vai poder ser castigado pelos crimes que cometeu. Com a morte desta besta morre a possibilidade de se fazer justiça.
A morte desta besta é um excelente exemplo de que a vida não é justa. Não foi justa para os que desapareceram porque não os vingou. Não foi justa para os familiares dos que desapareceram porque não puderam vingar-se.
A vida e a morte não foram justas e pactuaram. Não foram justas para a besta porque ele merecia viver o tempo suficiente para sofrer mais (umas valentes décadas). E devia ter tido uma morte semelhante às que ele causou.
Ainda assim há umas alimárias a defender a besta. São os parasitas. Para eles a vida também não foi justa. Não foi justa porque lhes sorriu durante muito tempo de uma forma que nunca mereceram.

Pergunta 2

Ainda a propósito da anterior... E se calhar até ajuda a esclarecer!

Pessoas que não sejam muito inteligentes e que não tenham qualquer respeito pelos outros são deficientes?

Se forem... As minhas desculpas. E estão perdoados pelos vossos estacionamentos...

Pergunta

Alguém sabe explicar-me porque é que nos lugares destinados a pessoas com deficiências nos parques de estacionamento deste país a qualidade dos carros é normalmente muito superior à dos que o rodeiam?

Eu tenho duas teorias:

1º - Os cidadãos com deficiência são bem tratados pelo governo português (alguém é???) e portanto recebem avultados subsídios que lhes permitem comprar grandes carros;
2º - Parte considerável dos bons carros que vejo nestes lugares pertencem a pessoas com muito dinheiro, pouca cabeça e nenhum respeito pelos outros (para cúmulo estacionam mal que dói!).

Se concordam com a primeira deixem um comentário. Se concordam com a segunda deixem um comentário. Se não deixarem um comentário é porque também concordam com a segunda! Hehehe!

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Birrinhas...

O Carlinhos queria que o Luisinho fosse ao clube dele para terem uma conversa... O Luisinho entendeu que não tinha de ir e mandou dizer ao Carlinhos que se quisesse que viesse ele.
O Carlinhos lá se decidiu a ir ao clube do Luisinho só que, quando chegou lá o Jaiminho, que é o presidente do clube, disse que não deixava o Carlinhos entrar em sala nenhuma porque o Marques, amigo do Carlinhos, se tinha esquecido de avisar...
Como o Carlinhos tinha vindo de longe o Marques achou que era uma falta de respeito e resmungou com o Jaiminho. O Osvaldinho veio dizer que a culpa era do Marques porque ele se tinha esquecido de avisar o Jaiminho...
Entretanto o Carlinhos, que tinha vindo ao clube do Luisinho não conseguia reunir com ninguém... Ahhh! Já me esquecia!... O Carlinhos tinha levado uns amigos com ele para a reunião no clube do Luisinho...
No clube do Luisinho, entretanto, o Marques lá arranjou um espaço no quarto dele para fazer a reunião só que um dos meninos que tinha de estar na reunião, o Osvaldinho, disse que não entrava ali... Os outros meninos que estiveram na reunião, o Nuninho, o Fernandinho e o Jorginho, além dos já referidos, criticaram o Osvaldinho por não ir à reunião e o Jaiminho por não arranjar uma sala para a reunião...
O Carlinhos achou que tinha mesmo de falar com o Osvaldinho e, portanto, foi falar com ele lá ao quarto deste...
Só falta mesmo dizer que o Paulinho e o Figueiredo deviam ter aparecido mas não lhes apeteceu...

As minhas conclusões pessoais desta pequena história são:
- Estas criancinhas são muito mimadas e por este andar, quando forem adultos e se não se emendarem, vão ser políticos! Ai é, é...
- Imaginem que isto acontecia no nosso país e com os nossos políticos! Que vergonha, não era?


Já agora... As personagens desta história são baseadas nos bem (ir)reais senhores:

Carlinhos - Eurodeputado do PSD - Carlos Coelho
Luisinho - Ministro dos Negócios Estrangeiros - Luis Amado
Jaiminho - Presidente da Assembleia da República - Jaime Gama
Marques - Representante do Grupo Parlamentar do PSD - Marques Guedes
Osvaldinho - Presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais - Osvaldo de Castro
Nuninho - Representante do grupo parlamentar do CDS/PP - Nuno Magalhães
Fernandinho - Representante do grupo parlamentar do BE - Fernando Rosas
Jorginho - Representante do grupo parlamentar do PCP - Jorge Machado
Paulinho - Ex-ministro da defesa - Paulo Portas
Figueiredo - Ex-ministro da administração interna - Figueiredo Lopes
Bertinho - Representante do grupo parlamentar do PS - Alberto Martins
Meninos que vieram à reunião com o Carlinhos - Eurodeputados estrangeiros da comissão de investigação dos voos da CIA (que devem ter ficado com uma excelente impressão da classe política portuguesa!...)

terça-feira, novembro 28, 2006

Porque os números não mentem...

Uma das muitas coisas que as pessoas vão aprendendo com a vida é que, infelizmente, aquilo que devia ser normal no nosso mundo na verdade não é. Aquilo que devia ser a regra na verdade não é. Aquilo que devia ser verdade não o é verdadeiramente.
Respeito, humildade, justiça, sinceridade... São conceitos relativos nos dias que passam e à medida que deixamos de ser crianças e passamos a ser jovens e depois adultos ficamos surpreendidos, depois revoltados e, infelizmente, por último ficamos imunes, se não mesmo convertidos a essa relatividade.
Vivemos num mundo onde cada vez mais se olha menos para os meios que raramente justificam os fins. Não interessa se pisamos os outros, se os maltratamos, se os insultamos, se mentimos a terceiros para prejudicar segundos em benefício do primeiro... Não importa!
Enquanto professor estou farto de ouvir muitas coisas ditas da boca pra fora a propósito da minha profissão. Coisas ditas sem conhecimento de causa. Coisas ditas por pessoas que só dizem mal por dizer (afinal estamos no país onde ser bom não é fazer mais do que o devido mas falhar é ser uma besta - nunca há razões para elogiar mas há de sobra para destruir).
Essas críticas, costumava eu pensar, passam ao lado. Agora começo a perceber que não matam mas moem. As piores, no entanto, são as que vêm de onde, infelizmente, já há muito se espera!
Se eu, enquanto professor, vier dizer cá para fora, à frente dos meus alunos que eles são os piores do mundo estou a dar uma extraordinária machadada num grupo de pessoas que, afinal de contas, eu devia saber entender, respeitar e defender...
Neste momento sinto-me como um aluno cujo professor acaba de dizer, na rádio da escola, que sou o pior aluno da escola, que não mereço as notas que tenho, que tenho que trabalhar mais, que todos os problemas da minha turma têm origem em mim...

Quando comecei a escrever este texto tinha como ideia fazer uma pequena introdução para um link que vou colocar aqui e que nos direcciona para um estudo feito pela OCDE e que serviu de pretexto para se atacar a classe docente... Afinal de contas vai-se ver e não é bem como pintavam...
Só é pena que neste país as pessoas não pensem mais pelas suas cabeças e não se interroguem: Será mesmo assim?

Vejam este estudo... ou não e deixem-se andar... Um dia pode ser a vossa dignidade a ser posta em causa...

http://www.oecd.org/dataoecd/44/35/37376068.pdf

quarta-feira, novembro 01, 2006

Uma Verdade Inconveniente

Olá a todos!
Vocês, que me conhecem, sabem que eu não sou muito de enviar e-mails. Por isso mesmo este é bem capaz de vos ter apanhado de surpresa. Aproveitando esse potencial factor surpresa espero que tenham começado a lê-lo e peço-vos que o leiam até ao fim.
Ficam já a saber que não tem filmes em anexo, nem piadas, nem links para sites giros, mas também não é daqueles mails que se mandam para se ganhar um ipod ou para o msn não fechar.
Na passada quarta-feira fui ao cinema ver o filme Uma Verdade Inconveniente. Antes de continuar o meu relato impõe-se um esclarecimento para quem não sabe de que trata: o filme é relatado pelo ex-candidato a presidente dos Estados Unidos Al Gore e, basicamente, acenta numa apresentação que o mesmo tem feito pelo seu país e por esse mundo fora. Quando me propus ir ver o filme sabia que corria o risco de ver alguma espécie de campanha eleitoral favorável ao Al Gore e contra o Bush Junior disfarçada de documentário. Ainda assim fui ver... e ainda bem que vi.
Se é verdade que as minhas suspeitas sobre a campanha eram fundamentadas, também não deixa de ser verdade que vale muito a pena ver o filme. Parte da informação que nos é passada eu já conhecia mas outra parte, considerável, foi novidade para mim. O que este filme tem de bom é que, campanhas eleitorais à parte (e isto pode ser só impressão minha), é informativo, responsável, honesto, directo, simples, perturbador, nada alarmista ou exagerado (também isto pode ser impressão minha). Sair da sala de cinema (só estão a projectar o filme em três salas em todo o país... mais um convite à pirataria) depois de ver este filme é como acordar de novo para uma realidade que já todos conhecemos. O problema é que, ao fim de algumas horas ou dias já não pensamos mais nisso...
O objectivo do meu e-mail é, tão somente, aconselhar o filme a todos. Isto tendo a certeza que o irão com uma visão crítica mas não destrutiva.
É bem verdade que o filme nos toca. É bem verdadeiro o filme. E, apesar de cada um de nós ser só mesmo isso, um, também é verdade que podemos fazer a diferença, fazendo a nossa parte e divulgando.
Para que não haja dúvidas... eu não estou a ganhar qualquer comissão por divulgar o filme... Hehehe!
Vejam, reflictam, actuem, divulguem!
Um abraço!

http://www.climatecrisis.net/