quarta-feira, janeiro 31, 2007

Canal do Panamá...

Independentemente dos impactos ambientais...
Independentemente da poluição...
Independentemente de tudo de negativo que se lhe possa associar...
É uma obra grandiosa...
O primeiro vídeo mostra o movimento numa das eclusas. O segundo mostra a viagem do atlântico ao pacífico num barco através do canal...

Touro da Osborne

Antes de falar sobre o Touro propriamente dito impõem-se agradecimentos... à Laudinha (lostportugal.blogspot.com) por me ter enviado um mail sobre o aniversário do Touro... Ao Ornitorrinco (problematicadoornitorrinco.blogspot.com) que me dedicou o post sobre o Touro no seu excelente blog!
O Touro da Osborne... Para quem não sabe o Touro foi criado por uma empresa publicitária para o brandy da casa Osborne. Actualmente os Touros da Osborne são considerados património cultural em Espanha (nem quero imaginar como seria se fosse em Portugal) e quem vandalizar alguma destas obras tem que se haver com a lei (vejam este caso de um fulano que transformou um Touro numa vaca para reclamar contra a discriminação sexual: http://www.20minutos.es/noticia/46823/0/toro/osborne/vaca/). Para mim o Touro, além do meu signo, representa nobreza, tranquilidade, bravura, beleza... Os Touros da Osborne (cuja imponência já tive a oportunidade de ver ao vivo...) são um retrato perfeito desse mesmo espírito. Paradoxalmente esta figura aparece nas estradas do país das touradas... Entenda-se estas coisas.
Cá por casa tenho, além de fotografias tiradas por mim, um íman, um autocolante (no carro, na verdade), uma camisola (igual à do Alex no filme Elephant, hehehe) e o mais bonito Touro da Osborne! É verdade! Em minha casa...
Deixo-vos aqui uma fotografia para o poderem apreciar:
Este, ao contrário dos outros, não foi criado por uma agência publicitária mas pela minha pintora preferida... :)
Que viva el Toro!!!

segunda-feira, janeiro 29, 2007

OK Go e os seus videoclips

Quem disse que é preciso gastar uma dinheirama para fazer bons vídeos?
Os OK Go mostram-nos nos vídeos das músicas Here It Goes Again e A Million Ways.
Vejam e consultem o site da banda. Eles fizeram um concurso para os fãs fazerem videoclips e há concorrentes fantásticos!
Aqui ficam os vídeos originais:

The Umbilical Brothers

Aqui está a primeira contribuição directa do meu irmão para este blog!
Estes tipos, os Umbilical Brothers fazem um tipo de humor muito baseado na expressão corporal e são fantásticos! Não vou escrever muito mais porque os vídeos falam por si... mas não resisto a deixar um conselho: Quando estiverem a conduzir e se chatearem com o condutor do carro da frente tentem fazer piretes como estes tipos fazem...


Vídeo do comando

domingo, janeiro 28, 2007

A minha playlist: 3 - Sit Down - James

A escolha da terceira música foi influenciada por uma excelente notícia! James é, actualmente, uma das minhas bandas preferidas e, apesar de se terem "cruzado" comigo em Coimbra, nos meus tempos de estudante, nunca os vi ao vivo...
Há uns anos atrás o Tim Booth achou que era altura de parar e os
James deixaram de existir.
Ontem, ao ver a minha correspondência electrónica (ui ui!) reparei num mail estranho... Comecei a ler e percebi que era um daqueles mails que recebemos quando assinamos as new letters de algum site. Já não me recordava de ter assinado o dos James e a morada não correspondia! Fui consultar o site e lá estava a notícia! Os
James reuniram-se! Vão fazer uma digressão pelo Reino Unido mas parece que não vão ficar por aí!
Espero ansiosamente pelo anúncio de datas de concertos em Portugal (acho que o nosso país é um dos que tem uma grande quantidade de fans desta banda).
Quanto à música em si... Bem, Sit Down é uma das muitas grandes músicas desta banda. Na verdade eu poderia colocar aqui Born of Frustration, Sometimes, Laid ou Getting Away With It, entre outras mas a verdade é que esta é a bandeira da banda.
Aqui fica:





Babel

Se ver cinema à sexta à noite não é grande ideia, o sábado ao final da tarde não é muito melhor... E fico-me por aqui...


Fomos ver Babel! Desde que vi o trailer que este filme me despertou curiosidade e, claro, o elenco, misturado com a obra do realizador, Alejandro González Iñarritu, e as nomeações aos Oscars 2007, tornaram-no ainda mais apetecível...
Para quem conhece
Amor Cão e 21 Gramas não será novidade o estilo de Babel. Histórias separadas por milhares de quilómetros, por línguas e por realidades diferentes, acabam por se juntar, por mais improvável que nos possa parecer a ligação.
Richard (Brad Pitt) e Susan (Cate Blanchett) formam um casal norte-americano de férias em Marrocos.

Amelia(Adriana Barraza), uma mexicana que cuida de Mike e Debbie, os filhos daquele casal, leva os dois pequenos até ao México, na companhia do seu sobrinho Santiago (Gael García Bernal), para ir assistir ao casamento do seu filho.
Chieko
(Rinko Kikuchi) é uma adolescente japonesa surda-muda que vive com o seu pai, Yasujiro (Kôji Yakusho), amante de caça em África.
Mohammed é um pastor marroquino que deixa o rebanho ao cuidado dos filhos Yussef e Ahmed.
A partir daqui as histórias desenrolam-se alternando o cenário e seguindo os seus caminhos até se encontrarem no final.
Para mim o dom do filme é mostrar aquilo que, por ser verdadeiro e incómodo, preferimos ignorar. Não é o tipo de filme que nos deixe felizes ou que nos anime. Pelo contrário.
Mas... e neste caso eu tenho um mas... Tenho que confessar alguma desilusão.
Antes de ver o filme e tendo apenas sido o segundo dos candidatos a melhor filme para os Oscars deste ano, eu imaginava que
Babel fosse ganhar e esperava que Entre Inimigos não levasse essa estatueta para casa. Agora já não tenho bem a certeza.
Será que a academia, com as suas escolhas que muitas vezes desafiam a minha lógica, vai premiar
Alejandro González Iñarritu pelo seu filme, ou pelo conjunto dos três filmes? Ou será que finalmente Martin Scorcese se safa? Ou será que nenhum destes ganha? Já ouvi dizer muito bem de Little Miss Sunshine...
Ahh! Gostei da banda sonora!

Site oficial:
http://www.paramountvantage.com/babel/

Assalto e Intromissão

Sexta -feira à noite... Muito má altura para se ir ao cinema!
Ainda assim, lá fomos. Comprámos bilhetes para o
Assalto e Intromissão, sentamo-nos nos lugares marcados (uma parvoice!!!!) e quando o filme estava prestes a começar descemos para a 5ª/6ª fila. Nesta altura as pessoas estavam apinhadas umas em cima das outras nas 5/6 filas do topo do cinema daí a nossa mudança. Maldita a hora...
Pouco depois de nos sentarmos chegou um grupo de uns 12/15 filhinhos do papá e da mamã que despacham os meninos para o cinema para poderem andar às compras à vontade e não se preocupam com o comportamento dos seus rebentos (longe da vista... longe da responsabilidade...). Claro que estas pequenas bestas não querem saber de cinema. Querem estar uns com os outros a comer pipocas, beber cola e dar cabo da cabeça aos outros...
Desta vez correu-lhes mal a vida porque ao ver que estavam a incomodar as pessoas que realmente queriam ver o filme uma funcionária com eles no sítio correu com os putos! Adorei!


Quanto ao filme propriamente dito (e perdoem-me este longo desabafo...) devo dizer-vos que gostei muito!
A história é daquele tipo de história simples e simultaneamente complexa. Complexa na rede de relações e no desenvolvimento. Simples porque corre com muita naturalidade, sem esforço por parte de quem realiza ou de quem observa. É interessante ver que, com alguma facilidade, os espectadores se identificam com as personagens ou as situações. Por mim... parabéns a Anthony Minghella, o realizador.

Will (Jude Law) é um arquitecto cujo escritório, que partilha com (Martin Freeman, da série The Office, Love Actually, Ali G Indahouse), é repetidamente assaltado por Miro (Rafi Gavron), um jovem delinquente filho de Amira (Juliette Binoche) uma bósnia muçulmana.
Paralelamente, e a nível sentimental, Will encontra-se numa encruzilhada. Tenta manter a relação que tem com Liv (Robin Wright Penn), sem saber se é isso que quer, tenta conquistar a confiança da filha desta, Bea, procura afectos nas pessoas menos prováveis...
O filme conta ainda com a participação de Vera Farmiga (de filmes como Entre Inimigos e O Candidato da Manchúria), uma prostituta que não bate bem, e de Ray Winstone (também de Entre Inimigos e Rei Artur), um polícia envolvido na investigação dos assaltos.
Achei muito boa a trama, a juntar num mesmo filme algumas questões sensíveis, e excelentes os desempenhos de
Jude Law, Juliette Binoche e Robin Wright Penn.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

"Incentivos" ao Ambientalismo

O nosso governo não pára de me surpreender!
Ontem foram anunciadas na Assembleia da República, aquele sítio onde uns meninos e umas meninas se sentam para brincar aos políticos, algumas medidas que, segundo o tal de Primeiro Ministro, visam incentivar os portugueses (e as portuguesas, diria o outro) a proteger o meio ambiente!
Assim, se queremos que os portugueses comprem mais lâmpadas de baixo consumo, como é que o fazemos? Acertaram! Não se baixa o preço destas! Sobe-se o das outras! Há quem chame a isto incentivo! Eu quase chamo coacção!
Se queremos que os portugueses comprem automóveis mais ecológicos o que fazemos? Não baixamos os impostos sobre os híbridos! Aumentamos a carga fiscal nos combustíveis!
Há quem chame a isto incentivo! Eu quase chamo coacção!
Se queremos que os portugueses utilizem mais energias renováveis o que fazemos? Barragens! Esse meio de produção energética cujos impactos ambientais são mínimos!
Mas... não se espantem! Estamos em Portugal! Está tudo explicado...

A minha playlist: 2 - Cry Me A River - Lisa Ekdahl/Julie London/Ella Fitzgerald

Há uns anos atrás, quando trabalhei na Escola Secundária de Ponte da Barca, "conheci" a Lisa Ekdahl. Estava no Conselho Executivo a conversar com o Carlos Louro e o Jorge Ribeiro quando, pela rádio, ouvimos uma mulher com voz de menina inocente a cantar uma música que nos fez calar aos três. Esperamos até ao final da música e ficamos a saber o nome da dona da voz que nos enfeitiçara. Uns tempos mais tarde comprei um álbum dela chamado Heaven, Earth and Beyond e adorei...
Foi nesse álbum que ouvi pela primeira vez a música Cry Me A River. Nessa altura achei a música muito bonita mas não passou disso.
No ano passado vi no cinema um filme de que gostei muito, V de Vingança, e, de repente, numa cena com uma Juke Box, lá apareceu ela, tal como uma luva, a encaixar perfeita! A Lisa Ekdahl tem uma voz que me agrada bastante mas a versão de Julie London é um espanto!
A verdade, no entanto, é que a versão original é de Ella Fitzgerald...
Assim sendo aqui ficam as três versões (há muitas outras, Diana Krall, por exemplo):







E para quem quiser acompanhar a cantoria:

terça-feira, janeiro 23, 2007

Nunca Digas Banzai ou... Humor Amarillo ou... Takeshi's Castle

Estes nomes não vos dizem nada?
Nunca digas banzai era um programa japonês que passava na SIC há uns valentes anos...
Basicamente os concorrentes participavam numa mistura de Jackass com Jogos Sem Fronteiras...
Aqui ficam uns vídeos para matar saudades:



Match Point

É verdade que este filme já não anda nos cinemas mas na altura não pude ver e portanto lá teve que ser em DVD.
Antes de dizer o que quer que seja sobre o filme Match Point devo confessar que nunca achei grande piada ao Woody Allen. É verdade que a gente só pode criticar se conhecer minimamente a arte do homem mas neste caso admito o meu preconceito... Não vou à bola com o fulano...

O filme conta-nos a história de um jovem professor de ténis, Chris (Jonathan Rhys Meyers) que, por intermédio de um dos seus alunos conhece duas mulheres que vão fazer parte da sua vida: Nola (Scarlett Johansson), a namorada do seu aluno, e Chloe (Emily Mortimer) a irmã com quem vai começar a namorar. Nola é a autêntica femme fatale e entre ela e Chris vai criar-se uma relação intensa que terá o seu desenvolvimento...
Num filme que também conta com
Brian Cox, no papel de pai de Chloe, sublinho dois aspectos que me agradaram. Por um lado o facto de o realizador não cair na tentação que muitos realizadores cairiam no que ao desfecho do filme diz respeito. Por outro a relação entre a primeira cena que vemos no filme e toda a moral da história...

Aqui fica o site oficial da praxe:
http://www.matchpoint.dreamworks.com/main.html

domingo, janeiro 21, 2007

A minha playlist: 1 - Any Other Name - Thomas Newman

Desde há uns tempos a TSF passa, entre as 13 e as 14 horas, um programa a que deram o nome de "A playlist de". Achei muito interessante a ideia e comecei a pensar... Qual seria a minha playlist? A partir de hoje vou apresentar-vos algumas músicas que poderiam fazer parte da minha lista.
Any Other Name, de Thomas Newman (
responsável pelas bandas sonoras de filmes como Cinderella Man, Máquina Zero, Lemony Snickets, Os Condenados de Shawshank, e da série Sete Palmos de Terra, entre muuuuitos outros), faz parte da banda sonora do melhor filme que eu vi até hoje, Beleza Americana.
Para aqueles que já viram o filme esta obra de arte aparece em duas cenas de uma beleza esmagadora (para mim pelo menos): a do saco de plástico e no final a acompanhar uma cena absolutamente comovente.
Porque escolho esta música? Por um lado é inevitável a ligação com o filme. Mas a verdade é que vai para além disso. Ouvir esta música faz-me pensar. Em coisas tristes primeiro. Toca cá dentro... O final da música, no entanto, é como ouvir alguém dizer: Não te preocupes, está tudo bem!

Apocalypto

Depois de uma longa (?!) temporada sem ir ao cinema, voltámos às lides para ver Apocalypto, de Mel Gibson. Esta é a sua quarta experiência como director depois de Um Homem Sem Rosto, Braveheart e A Paixão de Cristo. Por mim... pode continuar!
Depois de A Paixão de Cristo, Mel Gibson volta a deixar de parte o inglês enquanto língua falada e passámos a ouvir... Yucatec, o idioma falado pelos maias (eu sempre pensei que Os Maias falassem português. Afinal de contas o Eça é um brincalhão!...). Destaca-se, também, o facto de o elenco ser constituído por um grupo de ilustres desconhecidos.

Este filme mostra-nos uma pequena história dentro de uma grande história. A pequena história é de um prisioneiro que escapa da morte certa e foge desesperadamente dos seus perseguidores. A grande história é a do desmoronar da civilização maia.
À semelhança de A Paixão de Cristo, Apocalypto é um filme recheado de violência. Violência crua e verdadeira que choca precisamente por isso. Por sabermos que, pelo menos em determinada época da História isso aconteceu.
É estranho ver paralelismos entre o percurso daquela parte da humanidade naquela época e toda a humanidade actualmente. Não sei se este era o objectivo de Mel Gibson mas pelo menos em mim provocou essa sensação.

Site oficial:
http://apocalypto.movies.go.com/

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Nem sei que título devo dar... - Parte II

Há uns dias atrás um senhor teve a má sorte de ser atropelado no concelho de Odemira... Teve azar porque Sines (onde fica o Hospital do Alentejo Litoral) fica a longínquos cinquenta quilómetros. Teve azar porque a capital do distrito a que pertence, Beja, fica a extraordinariamente afastados cento e dez quilómetros. Teve azar porque Lisboa, a capital da nação, fica a galácticos duzentos anos-luz, desculpem... quilómetros.
Assim, considerando estas distâncias dignas de etapa do Lisboa-Dakar, o senhor estava praticamente condenado à morte... Senão comparemos: na etapa de terça-feira do dito rally Carlos Sousa, com problemas mecânicos incluídos, demorou cinco horas a fazer quatrocentos quilómetros pelas magníficas estradas da Mauritânia! Como podem as pessoas admirar-se que um acidentado com múltiplos focos de contusão cerebral demore meras sete horas a chegar a um hospital em Lisboa?!

O que dizem as entidades responsáveis(?!):
O Ministério da Saúde concluiu, num comunicado divulgado esta quarta-feira, que foi correcto o socorro prestado a um homem vítima de acidente na zona de Odemira, que viria a falecer, a semana passada, afastando a hipótese de realização de um inquérito.
Inquérito para quê? Já toda a gente percebeu! O homem teve um azar do caraças!
Segundo o Ministério da Saúde, durante a assistência ao homem que foi vítima do acidente este fim-de-semana, «foram proporcionadas as medidas de estabilização apropriadas, sem as quais o sinistrado nem sequer teria condições para suportar a viagem».
O senhor que foi atropelado ainda devia estar grato por lhe terem garantido uma viagem até Lisboa!
O ministério assume que «a gravidade do acidente e a distância a que ele ocorreu de um centro hospitalar com capacidade de intervenção neurocirúrgica, condicionaram, sem dúvida, o tempo que mediou entre a ocorrência e a entrada no hospital de destino».
«Não existe, todavia, evidência de que esse lapso de tempo, bem como as manobras entretanto executadas pudessem ter influenciado o desfecho fatal, o qual se deveu essencialmente à gravidade das lesões iniciais», refere o documento.
A gravidade do acidente e a distância a que ocorreu condicionaram sem dúvida... O desfecho fatal que se deveu essencialmente à gravidade das lesões iniciais... Isto é: a culpa é do senhor! Para a próxima vá viver para perto de um centro hospitalar ou então procure ser atropelado com menos violência... Ahh! É verdade! Não vai haver próxima para este senhor!
O presidente da câmara sublinha que, na reunião, todas as partes admitiram que é demasiado grande a distância até ao hospital mais próximo com serviço de neurocirurgia, que se encontra em Beja. Mas acrescenta que seria impossível manter aumentar o número de médicos ou ter um helicópetro permanentemente disponível.
Portanto... não há nada a fazer! Resta esperar que ninguém, no concelho de Odemira (onde, já agora, ficam zonas turísticas bastante frequentadas como Vila Nova de Mil Fontes ou locais de autêntica romaria como a Zambujeira do Mar - Festival do Sudoeste), seja atropelado com esta gravidade! Eu proponho que todos os habitantes de Odemira migrem para outros concelhos.
Mas nem tudo são más notícias!
Assim como aconteceu no caso dos pescadores que morreram a cinquenta metros da costa (eu aqui paro sempre para olhar para os metros...) também agora o ministério responsável vem apresentar novas medidas:
O ministério anunciou ainda a entrada em funcionamento de duas novas Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER), uma em Évora, e outra em Portalegre, além de um «plano da via verde coronária» e formação especializada às tripulações de ambulâncias do INEM e dos bombeiros.
O plano consiste num sistema de organização entre hospitais, ambulâncias e INEM, para a transferência de doentes coronários.
O Ministério da Saúde anunciou a entrada em funcionamento da segunda viatura médica de emergência e reanimação (VMER) no Alentejo, sedeada no Hospital de Évora (a escassos 150 quilómetros de Odemira), até ao final de Fevereiro (já sabem habitantes de Odemira, até fevereiro cuidado na estrada).
Quase que me apetece dizer, enquanto professor (e sublinho que disse quase), que espero que morra um professor vítima do desgaste psicológico ou da violência crescente nas escolas para que depois aquela senhora venha anunciar medidas...

Antes de terminar tenho de fazer uma última referência. O senhor Vítor Almeida, presidente da Associação Portuguesa de Medicina de Emergência disse:
Fico assustado porque um inquérito serve para apurar responsabilidades, não para punir alguém, mas para melhorar um serviço que obviamente está a funcionar mal, já que um politraumatizado demora seis horas a chegar ao hospital... Fico envergonhado com a decisão do senhor ministro de não promover um inquérito.
Vem este senhor, que está completamente fora do assunto dizer estas barbaridades! Sinceramente! Até já parece o representante do sindicato dos pescadores a falar a propósito das medidas que entendia urgentes!
Ainda bem que neste país ninguém dá ouvidos a quem percebe do assunto!

Ganhar um milhão de dólares em grande estilo...

Este tipo que vêem na imagem aqui em baixo está a participar no "Quem quer ser milionário?" lá da terra e chega à última pergunta com a possibilidade de ganhar um milhão de dólares. O que acontece a seguir? Bem... têm de ver...


segunda-feira, janeiro 15, 2007

Ferrari em Paris

Recebi, há uns dias, um e-mail do meu primo Carlos com os seguintes texto e link:

Numa manhã de Agosto de 1978, o realizador de Cinema Françês Claude Lelouch montou uma camera de filmar giroscópica no para-choques da frente de um Ferrari 275 GTB e com a colaboração de um amigo e Piloto profissional de F1, conduziu o carro a um ritmo de qualificação pelas artérias de Paris.
O Filme foi limitado, por razões técnicas a apenas 10 min de duração. O percurso inicia-se na Porte Dauphine, passa pelo Louvre, e acaba na Basilica de Sacre Coeur. Nenhuma rua foi encerrada nem especialmente preparada. Claude Lelouch fez o filme sem autorização.
O Piloto, cujo nome nunca foi revelado, completou o percurso em cerca de 9 minutos, atingindo velocidades de 250 Km/h nalguns pontos do percurso. O filme mostra também algumas passagens de sinais vermelhos, tangentes a peões e condução em contra-mão em artérias de sentido único.
Na sequência da projecção pública do filme, o realizador foi preso, mas nunca revelou a identidade do condutor e o filme passou à clandestinidade até ter sido editado em DVD há uns anos atrás.

http://video.google.com/videoplay

Vejam. É absolutamente impressionante.

Quem disse que a ciência se sobrepõe à tradição popular?

A propósito da história anterior recordei-me de uma outra que passo a contar.
Há uns seis/sete anos atrás, dava eu aulas em Ponte da Barca, aconteceu de, numa aula de nono ano, se falar da variação das temperaturas entre a noite e o dia e um aluno, o Vítor, fez um comentário qualquer dizendo que tinha caído orvalho na noite anterior.
Habituado a este tipo de expressões - "está a orvalhar", "caiu muito orvalho/geada de noite" -da boca dos alunos apressei-me a corrigir aquilo que o Vítor acabara de dizer. Expliquei-lhe que o orvalho, assim como a geada, não caem, que se formam, por aí fora...
A reacção do Vítor foi, no mínimo de dúvida, no máximo de gozo!
Começou por assimilar o que lhe disse e, depois, perante tal disparate começou a rir!
Passei, então a tentar dar-lhe exemplos que, pensei eu, o ajudariam a perceber o que tinha explicado. Falei-lhe do espelho da casa de banho que fica embaciado quando tomamos banho, das lentes dos óculos que se embaciam quando entramos numa piscina... Nada!
Os colegas do Vítor já começavam a desesperar com a inflexibilidade dele. Alguns começaram a dizer-me para eu ignorar, para continuar a aula. Outros, achando piada ao confronto de ideias queriam que eu tentasse explicar ao Vítor (a verdade é que muitos queriam perceber também...).
Eu tentei. A sério que tentei. Mas os meus esforços foram em vão quando, com toda a certeza do mundo o Vítor disse o seguinte:
- Olhe professor, os meus pais dizem que o orvalho cai! Os meus avós dizem que o orvalho cai! Não é o professor que me vai convencer do contrário!
Perante tão firme e convicta afirmação... calei-me.

Umas aulas mais tarde, falava-lhes eu das principais cadeias montanhosas do nosso planeta, tentei impressioná-los dizendo que se colocássemos o Evereste no ponto mais profundo do Oceano Pacífico ainda lhe faltariam alguns quilómetros para chegar à superfície...
O que eu fui dizer!
Da sua mesa, e com o ar mais enfadado do mundo, diz o Vítor:
- Lá vem outra vez o stor com as suas teorias!

Qual gravidade qual carapuça!

Gostaram do carapuça no título??

Antes de vos contar o que pretendo impõe-se uma informação para as pessoas que visitam o blog e não me conhecem (umas duas ou três): eu sou professor de Geografia.
Posto isto aqui vamos nós.
Numa aula da semana que passou, enquanto tentava explicar o valor da latitude dos trópicos, uma aluna olhava intrigada para o globo que eu tinha nas mãos. Apercebi-me da cara de estranheza dela mas continuei a explicação que, no entanto, logo foi interrompida pela dita aluna com a dúvida que tanta confusão lhe causava.
- Ó stor, como é que as pessoas que vivem aí por baixo não caem?
Preparando-me para lhe dar a explicação de forma rápida e simples fui confrontado pela resposta da própria:
- É porque há um íman debaixo da Terra que nos atrai, não é?
Achando graça à explicação apresentada pela miúda resolvi brincar um bocadinho com a situação e disse-lhe:
- É isso Sofia! Sabes, quando nascemos os médicos dão-nos um golpe na planta dos pés e põem-nos umas placas de ferro por baixo da pele. Assim, como há muitos anos foi colocado um íman a uns cinquenta quilómetros de profundidade nós não corremos o risco de sair projectados para o espaço!
Bem, posso dizer-vos que as reacções variaram entre a gargalhada de alguns mais iluminados e o ar de dúvida e espanto dos restantes. A melhor reacção, ainda assim, foi da própria Sofia. Com um ar de quem ouve uma coisa absolutamente inesperada e até algo nojenta conseguiu dizer isto:
- Ui!!! Eu tenho ferros nos pés???
- Tens tu e temos todos Sofia! Se tiverem dúvidas quando chegarem a casa peguem numa faca e dêem um golpe na planta dos pés e vão ver!
Neste momento, e temendo uma manifestação de pais à porta da escola no dia seguinte acompanhada de linchamento, ou uma aula com uma turma inteira de pés ligados, resolvi repor a verdade.

sábado, janeiro 13, 2007

Nem sei que título devo dar...

Hoje, dia 12 de Janeiro, o Ministro da Defesa anunciou a adopção de um Sistema Nacional de Comunicações de Socorro e Segurança, em articulação com o Sistema de Controlo de Tráfego Marítimo, cujo concurso será lançado este ano.
Nuno Severiano Teixeira anunciou ainda o destacamento, durante o Inverno, de um helicóptero ligeiro Alouette III em permanência no Aeródromo de Manobra Número Um, em Ovar e que ainda este ano entrarão ao serviço três novas embarcações do Instituto de Socorros a Náufragos, a primeira das quais já no próximo mês de Maio.
O ministro anunciou ainda que, no quadro do novo Programa Operacional das Pescas, será dado apoio financeiro à formação dos pescadores e à modernização do equipamento de segurança das embarcações, como sondas, GPS, radares, coletes de salvação (?!?!?!), bóias e outros equipamentos de navegação.

Ainda bem que para isto só precisaram de morrer seis pescadores a cinquenta metros da costa depois de horas a pedir auxílio.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Casino Royale

Ontem fomos ver o Casino Royale.
Devo dizer, antes de mais, que nunca fui grande admirador dos filmes de James Bond pelo que a minha opinião deve ser insuspeita.
Posto isto... achei o filme MUITO BOM!

Ele tem perseguições, tem outras cenas de acção, tem mulheres bonitas, tem grandes carros, tem gadgets, tem martinis (tudo o que um James Bond costuma ter)... Mas também tem, ao contrário dos anteriores, mais recheio, tem a origem do agente secreto 007, tem a explicação para algumas das características da personagem que até agora desconheciamos...
Quanto ao elenco não podia deixar de começar por Daniel Craig (de filmes como Fardo do Amor e Munique) que passou por um processo complicadito de aceitação... Quando se soube da sua escolha caiu o carmo e a trindade. Depois veio o conformismo e finalmente, com a estreia do filme, veio a aclamação. Eu junto-me ao grupo! Como diria Fernando Pessoa, primeiro estranha-se depois entranha-se! Muito bem! Habemus Bondem (?!).
Ao senhor Bond juntam-se a bonita Eva Green (Os Sonhadores e Reino dos Céus), a já repetente no papel de M e dispensada de introduções Judi Dench, e o mauzão asmático Mads Mikkelsen (Rei Artur), que faz um papelaço!

Antes de terminar deixem-me só dizer mais umas coisitas: 1º - A perseguição do início do filme é muuito boa... e é a pé! 2º - Havia necessidade de fazer aquilo ao Aston Martin? 3º - Mais um excelente genérico com uma grande música (cantada por Chris Cornell dos Audio Slave). 4º - Depois da cena castrante do Hard Candy não precisava de ter visto a cena da tortura do Bond!

Site oficial:
http://www.sonypictures.com/movies/casinoroyale/site/

Yakalike

Já ouviram falar?
Vi ontem no Há vida em Markl, experimentei e achei muito interessante.
É um programa muito fácil de instalar que, basicamente, permite que falemos com outras pessoas que estão a consultar o mesmo site que nós.


segunda-feira, janeiro 08, 2007

Fila... (ou bicha)

Hoje fui ao banco e, como todo o comum dos mortais, tive de esperar pela minha vez numa fila (ou bicha). Até aqui nada do outro mundo. Bem... é verdade que às vezes aparece um parvalhão que vai directo ao balcão dar um recado ou entregar alguma coisa e não quer saber da fila (ou bicha) enquanto que as pessoas que estão na dita (ou bicha) têm reacções (se é que as têm) entre a indiferença e a incredulidade. Mas... não é este o motivo pelo qual estou a escrever este texto.
O motivo pelo qual estou a escrever este texto tem a ver com a proximidade física entre as pessoas que estão na fila (ou bicha). Há pessoas que deixam um espaço considerável (é o meu caso) e há pessoas que estão tão perto de nós que lhes sentimos o hálito nas orelhas e os pêlos do nariz a fazer-nos cócegas no pescoço. Não me digam que nunca repararam nisso! Pior? Não me digam que são dessas pessoas! Pior ainda? Vocês até gostam? Absolutamente inacreditável? Nunca estiveram numa fila (sim... vocês já sabem)!
Quando estou em filas (ou bichas - no plural ainda não tinha escrito...) dou para pensar... São manias...
Hoje ao observar o fileiro(?!) (ou bicheiro(?!)) à minha frente reparei como ele fazia sombra à desgraçada da velhota que estava à frente dele. Imaginem que a senhora estava na fila (...) da P.T. a receber a informação de que os 245,54€ de factura eram de telefonemas para a Praça da Alegria e para o programa do bicha (ou fila?) do Goucha. Ou imaginem que estava na farmácia a pedir que lhe vendessem um comprimidinho só de Viagra porque fazia 50 anos de casada e queria fazer uma surpresa ao Sr. António. Ou imaginem que estava no laboratório de análises clínicas a entregar o frasquinho da urina que só tinha conseguido encher com a ajuda da Dona Rosalina, a vizinha...

Onde é que está a privacidade de uma pessoa quando se está numa fila (...ou... bicha...)?
Aqui entre nós... sabem o que é que eu acho que essas pessoas mereciam? Era levar com um daqueles bem fortes, não era? Ah? Ahhhh! Não se façam de despercebidos! Sabem bem do que estou a falar! Não concordam? Um daqueles assim bem... daqueles qu'até... assim coiso... com munto substrato... daqueles que até diz que está proibido pela Agência Nuclear... Hum? Eu sabia! Vocês também concordam comigo!
...Só esse que está aí mesmo atrás de vocês é que parece que não acha grande piada...

domingo, janeiro 07, 2007

Central do Brasil

Há muito tempo que queria ver o filme Central do Brasil do realizador Walter Salles (também é realizador de Diários de Motocicleta e produtor de Cidade de Deus e Madame Satã) e com a actriz Fernanda Montenegro.
O filme conta-nos a história de uma professora primária reformada que ganha uns trocos como escrevedora de cartas. O problema é que a digna ocupação esconde uma personalidade pouco nobre...
No seu caminho, e no caminho dos seus princípios, aparece um menino determinado a encontrar o pai e daqui em diante desenrola-se a história.

O filme tem um desenvolvimento que não vem ao encontro do que eu pensava ser a história de base. Por isso mesmo demorei um bocadito a adaptar-me ao enredo. A verdade é que acabei por gostar bastante.
Quanto à interpretação da Fernanda Montenegro basta dizer que faz justiça à fama que tem. Excelente!

Site oficial: http://www.centraldobrasil.com.br

Youtubers

Este vídeo do YouTube é um dos mais visitados do ano de 2006...
Isso, no entanto, é o menos importante de tudo.
Este vídeo é um retrato. Um retrato da humanidade.
O que vemos no vídeo é o que somos. Aquilo que pretendemos ser. Aquilo que pretendemos que os outros pensem que nós somos. Aquilo que admiramos e repudiamos nos outros. Aquilo de que nos envergonhamos e aquilo de que nos orgulhamos.

Eu não fiquei indiferente ao vídeo. Achei-o de uma beleza simples e desconcertante ao mesmo tempo.
Os milhares (milhões?...) de pessoas que já viram este vídeo também não ficaram. Vejam alguns dos vídeos de resposta (destaco o vídeo intitulado I miss you daddy - muito bem feito e muito comovente).
De certeza que também não vão ficar indiferentes.

sábado, janeiro 06, 2007

A Conspiração contra a América - Philip Roth

Acabei de ler este livro na semana passada (ou no ano passado, se quiserem).
Philip Roth é um escritor norte-americano com outras obras já publicadas mas a primeira que me chegou às mãos foi esta.
Neste livro o autor, judeu, descreve aquela que seria a sua infância se Charles Lindbergh (o aviador que atravessou o Atlântico sozinho), defensor de ideias anti-semitas e isolacionista, se tivesse candidatado à presidência dos Estados Unidos em 1940 e tivesse ganho.
A verdade é que este livro mistura realidade com ficção e torna-se num retrato muito interessante e muito diferente (e muito assustador) do que podia ter sido a história mundial da época da 2ª Grande Guerra.

A leitura do livro, que tem um conjunto de informações anexas no final, foi feita junto ao computador pois, por vezes, senti necessidade de pesquisar sobre algumas personalidades, acontecimentos e instituições. E porquê? Roth não precisou de criar personagens, elas sempre existiram, apenas lhes mudou o rumo e é isso mesmo que faz o livro tão interessante: saber que o que lemos podia, de facto, ter acontecido.

Na minha opinião o livro só peca pelas às vezes extensas (e desnecessárias) descrições do autor. Mas isto é só a minha opinião.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

À Noite, no Museu

Aqui estou eu de volta com as minhas postagens. Como devem imaginar a vontade não tem sido muita mas vou voltar ao ritmo anterior!

Hoje fui ao cinema! E a frase ganha todo o sentido que normalmente se lhe dá! Ir ao cinema é sinónimo de entretenimento e o filme que fui ver (com a Ná) é isso mesmo: puro entretenimento!
Chama-se À Noite, no Museu e conta com nomes conhecidos como Ben Stiller, Owen Wilson (não aparece nos créditos), Robin Williams, Mickey Rooney, Dick Van Dike, Bill Cobbs, Steve Coogan, Rick Gervais (da série The Office) e Kim Raver (a Audrey, namorada de Jack, da série 24).
À partida as minhas espectativas eram boas e imaginava qualquer coisa deste género: um filme com o Ben Stiller a passar um mau bocado mas a dar-se bem no final (como acontece em todos os filmes em que entra), cenas hilariantes (em especial com o senhor Robin Williams) e a representação de um sonho que deve ser comum à esmagadora maioria das crianças que existem dentro de nós: ver o museu à noite e vê-lo ganhar vida.


Se estas eram as espectativas que eu criei para o filme posso dizer-vos que foram atingidas na totalidade sendo que, no que toca a cenas divertidas/hilariantes recomendo as do Tiranossáurio, da gritaria com Átila, do macaquinho, do esvaziar do pneu... enfim...
Vejam o filme porque é um exercício de criatividade muito interessante que nos diz algo... a todos!
Ahh! Como não podia deixar de ser, neste tipo de filmes, a história tem uma moral... que eu não vou revelar (como se fosse uma coisa do outro mundo!).

Uma última palavra para o trailer do filme The Simpsons! Hehehe! Promete (diz que vai ser em 2D!!!)!

Site oficial do filme:
http://www.nightatthemuseum.com/
Site oficial do American Museum of Natural History:
http://www.amnh.org/

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Rex Jr.

Este é o meu Rex Jr.

Deixo-vos aqui a fotografia do meu pequenino que se foi embora com o ano de 2006.