domingo, janeiro 11, 2009

RocknRolla - A Quadrilha

Sábado à tarde, oito pessoas na sala de cinema. O filme, RockNRolla - A Quadrilha, o mais recente de Guy Ritchie.
Para quem já conhece o trabalho deste senhor, o ex de Madonna, rapidamente se associa este filme com Snatch - Porcos e Diamantes e Lock, Stock and Two Smoking Barrels - Um mal nunca vem só.

Em RockNRolla - A Quadrilha é-nos narrada a história de Johnny Quid (Toby Kebbell), uma estrela rocker que fingiu a sua própria morte para encontrar solidão e, pelo prazer de chatear o seu padrasto, Lenny Cole (Tom Wilkinson), rouba um quadro que havia sido emprestado por um magnata russo, chamado Uri (Karel Roden).
Para este magnata russo (a semelhança com Abramovich não deve ser pura coincidência) potencial investidor e vítima das trapaças de Lenny Cole, o quadro é o quadro da sorte e o seu desaparecimento vai chamar muita gente ao barulho...
Por meios tortuosos o quadro (se alguém o conseguir ver diga-me qualquer coisa, ok?) acaba nas mãos de um grupo de criminosos, The Wild Bunch (Mr. One Two - Gerard Butler; Mumbles - Idris Elba; e Handsome Bob - Tom Hardy), que rouba dinheiro ao russo com a ajuda da contabilista deste (Stella - Thandie Newton).
O filme não chega ao nível do supracitado Snatch mas vale bem o tempo que dura. Há cenas muito bem esgalhadas e a banda sonora é muito boa também.
Deixo aqui uma referência para os dois russos que perseguem o The Wild Bunch, para os dois junkies que andam a vender o que quer que seja que consigam roubar, para os agentes de Johnny Quid (Roman - Jeremy Piven e Mickey - Ludacris) e para Archie (
Mark Strong), o braço direito de Lenny e narrador do filme.
Aqui fica o site oficial do filme:
A frase:
Mumbles: If I could be half the human being Bob is at the cost of being a poof, I'd have to think about it. Not for very long, but I'd have to pause.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

O mundo sem nós - Alan Weisman

Acabei de ler "O Mundo sem nós" de Alan Weisman.
O Mundo sem nós retrata o planeta Terra pós-humano. Neste livro e para este cenário o menos importante é como nós desaparecemos. Imaginem, simplesmente, que todos desaparecemos de um segundo para o outro. Se estão a cozinhar o fogo continua aceso e a panela continua ao lume. Se estão a conduzir o carro continua a andar até perder a velocidade (já que o vosso pé não está lá para acelerar) ou até bater contra um qualquer obstáculo. Se estão a escrever a caneta cai sobre o caderno e ali fica. A ideia é mesmo esta, todos desaparecemos em um segundo.
O que será que acontece no nosso planeta a partir daí?
Quando comecei a ler o livro senti algum incómodo por ser egoísta e pensar "coitados de nós os humanos". Entristeceu-me pensar que todos desapareceriamos e deixariamos de fazer tudo aquilo de que gostamos e a que nos habituamos.
Com o desenvolver das primeiras páginas esse desconforto aumenta. Pensámos que tudo o que construimos se desmoronará em breve. Desaparece o nosso legado na Terra
À medida que me embrenhei no livro percebi que o seu objectivo não era o auto-elogio fúnebre. O desfiar de exemplos e situações transforma o livro, mais do que num excelente exercício de previsão, num apontamento de culpas e erros.
O livro leva-nos do lamento pelo desaparecimento da espécie humana e, consequentemente, dos marcos da sua civilização ao sentimento de culpa pelos vestígios que por aqui deixaremos muito depois de desaparecermos.
O exercício é tenebroso pelos números que aponta e pelas descrições que faz mas, ao mesmo tempo, provoca um sentimento de alívio por perceber que não só não fazemos cá falta como tudo o que restar da natureza se encarregará de uma vigorosa regeneração.
Este livro, de leitura fácil e viciante, é também um alerta. Alerta para o mal que já fizemos mas também para o mal que ainda vamos fazer e para as soluções que ainda nos restam e que devemos colocar em prática.
Deixo-vos aqui o site do livro. Vale a visita: http://www.worldwithoutus.com

Pequenos Prazeres da Vida

Lugar: Sala 25 da EBI de São Martinho do Campo, Santo Tirso. Turma: 7ºH. Hora: 9.30. Cheiro: a mofo.
Os alunos do 7ºH andam de um lado para o outro pela sala. O objectivo é preencher uma ficha de observação sobre o continente asiático consultando mapas políticos, religiosos e linguísticos.
No início da aula, e a propósito do frio, tinha-lhes dito que na minha terra natal (Viana do Castelo) tinha nevado pela manhã. Alguns comentaram com um misto de conformismo e revolta que só na terra deles é que não nevava...

À hora assinalada (9.30) um dos alunos desta turma desata aos berros e, a bater com as pontas dos dedos na cabeça e a projectar os olhos pelas órbitas em direcção à janela, começa a gritar: Está a nevar stor! Está a nevar! É o meu sonho! É o meu sonho!
Esta euforia espalhou-se com uma velocidade tremenda e, em menos de nada a aula de Geografia (e todas as outras nas salas da escola) tinha ido para o galheiro!
Foi um esforço tremendo aguentar os miúdos na sala de aula mas a vontade de ir lá para fora(que não era exclusiva deles, diga-se em abono da verdade) foi saciada no intervalo..
Imagens e sensações como as que presenciei e vivi no tempo que estive lá fora são memoráveis e, quem sabe, irrepetíveis.
O que vos posso dizer é que soube tão bem tão bem tão bem que não tenho palavras para o descrever!
Viva a neve! Viva os meus alunos!



quarta-feira, janeiro 07, 2009

A Mania dos 's

Não sei se já repararam nesta moda mas pelos vistos o tuga anda numa de internacionalizar as suas marcas... pelo menos no nome!
Tendo em conta os quilómetros de todos os dias e tendo em conta que é sempre pelas mesmas estradas uma pessoa procura motivos de interesse (oh desespero!...). Assim, há uns tempos atrás comecei a reparar neste estranho fenómeno que é a utilização do 's em nomes tipicamente lusitanos.
Anteontem vi uma placa que dizia Peúgas Marante's! Achei delicioso e ao mesmo tempo ridículo e foi só o último de uma série de exemplos que tenho visto.
Agora vamos a um exercício de imaginação...Imaginem que de manhã saem de casa e vão até ao Banco Comercial's para fazer um assalto (conseguem imaginar outro motivo para ir a um banco nos dias que correm?). Saíndo do banco, e já que o segurança vos deu um tiro que acertou, de raspão, no ombro, dirigem-se à Clínica Clinicentro's para fazer um curativo e perceber que a vossa camisola de marca Torrentini's é mesmo para deitar fora por causa do sangue e da rasgadela.
Já repostos, e porque a fome vai apertando (olham para o relógio Horex's e vêem que é meio dia) vão até ao restaurante A Casa da Sogra's e pedem um Bife à Casa's e bebem uma taça de vinho Quinta do Fundo do Vale's.
À tarde vão ao Centro Comercial Centro Shopping's fazer umas compras e ver um filme no Cinema Fitas's.
Já à noitinha regressam a casa para se sentarem no sofá a ver a RTP'S onde está a passar o Jornal da Noite's...
Não há pachorra's!

domingo, janeiro 04, 2009

Super-Heróis ou Super... Tótós?

Ouvi, aqui há uns dias, o Markl a falar de um site de registo de Super-heróis numa crónica em que diz coisas. Contava ele que um Super-herói em Salt Lake City tentou separar um casal e acabou com a cana do nariz partido por um murro da rapariga...


Polar-Man



Não pude resistir à tentação de visitar o site e devo confessar que é qualquer coisa de surreal! De registos individuais a organizações, de suporte para Super-heróis até uma loja virtual (que ainda não vende nada)... tem de tudo!



Terrifica


É óbvio que o que merece destaque é o registo individual onde aparecem figuras como o Queen of Hearts, The Eye, Oni (com uma máscara que parece saída do filme 300) ou o hilariante Red Arrow. Cada um destes Super-heróis tem informações adicionais sobre a categoria a que pertence, a identidade, os sites pessoais ou, espante-se, o Arqui-inimigo!

Imperdível!

sábado, janeiro 03, 2009

A pílula e o meio ambiente

Ouvi esta notícia(?!) na rádio hoje à noite... Nem queria acreditar! Não vou fazer comentários. Limito-me a deixar-vos esta pérola.

Anticoncepcional é poluente e provoca infertilidade masculina: Vaticano
— A pílula contraceptiva "tem efeitos devastadores sobre o meio ambiente" e é parcialmente responsável pela "infertilidade masculina", escreveu neste sábado o Osservatore Romano, o jornal do Vaticano.A pílula "tem há anos efeitos devastadores sobre o meio ambiente, liberando toneladas de hormônios na natureza" através da urina das mulheres que recorrem a este método contraceptivo, afirmou o autor do artigo, o presidente da Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos, Pedro José Maria Simon Castellvi."Temos dados suficientes para afirmar que uma das causas da infertilidade masculina (marcada por uma queda constante do número de espermatozóides) nos países ocidentais é a poluição ambiental provocada pelo anticoncepcional", prosseguiu, sem dar mais detalhes."Estamos diante de um efeito anti-ecológico claro, que exige maiores explicações dos fabricantes", destacou Castellvi.
O Papa Bento XVI reiterou em outubro a condenação pela Igreja católica da utilização de métodos de contracepção, como anticoncepcionais e preservativos.Excluir a possibilidade de dar a vida "por meio de uma ação visando a impedir a procriação significa negar a verdade íntima do amor conjugal", declarara o Papa.

Eu vou ali apanhar o meu queixo e pedir ao meu advogado para processar as mulheres deste país que andam a poluir o ambiente e a dar cabo dos meus "tozóides".

Um Pixel Por...

Esta é uma iniciativa interessante de colaboração entre a CTT e a UNICEF com o objectivo de reabilitar escolas em Moçambique.
Como é que funciona? É fácil. Basta aceder ao site, escolher um pixel e deixar uma mensagem. O pixel vai ganhar cor e preencher a imagem que vêem aqui em baixo. Além de preencherem o vosso pixel podem encaminhar o site para os vossos contactos. Ajudar não custa não é?

Ahhh! Já agora vejam lá se encontram o meu pixel... Está no cantinho inferior direito.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Improv Everywhere

Imaginem que estão a passear numa rua movimentada e de repente vêem umas 50 pessoas paradas nas mais diversas posições, como se tivessem parado no tempo; imaginem que entram numa carruagem do comboio exactamente as mesmas pessoas sentadas de um lado e do outro da composição; imaginem que passam numa rua onde um fulano ameaça suicidar-se saltando de um muro de 1 metro de altura (sim, um metro); imaginem que estão na praça de alimentação de um centro comercial e, de repente, funcionários e clientes começam uma coreografia...
Podia dar-vos mais um monte de exemplos mas acho que já perceberam onde quero chegar. Situações insólitas como estas têm agora o seu espaço na internet (improveverywhere.com), acontecem quase expontaneamente e têm seguidores um pouco por toda a parte...
Aqui em Portugal existem alguns grupos e entre eles eu destacaria o Todos a Marar, que tem, além do site, uns vídeos colocados no Youtube.
Deixo-vos aqui apenas um dos muitos vídeos que podem encontrar. Este foi o primeiro que vi e achei absolutamente delicioso!
Se souberem de grupos aqui pelo Norte avisem... Gostava de participar numa coisa destas!

Talvez tente alguma coisa deste género com os meus alunos lá na escola... Aceitam-se sugestões!

quinta-feira, janeiro 01, 2009

2009

Ora bem... Agora que todos começam a recuperar das ressacas, a aterrar do vôo que foram as últimas 24 horas, a acalmar a euforia do começo do novo ano... aqui ficam os meus votos!

Por muito bom ou mau que tenha sido o ano que se presta a terminar, quando festejamos a entrada de um novo desejamos sempre que seja melhor do que o anterior. Sempre que a meia-noite chega olhamos para o "recém-nascido" cheios de esperança e motivação. Pensamentos como: "Este ano é que vai ser!"; "Vou começar hoje!"; "Este ano vai ser o da mudança!" enchem-nos de confiança e crença. Esta confiança e esta crença atingem o pico nos minutos que se seguem às doze badaladas e depois vão arrefecendo. Se o dia um é uma espécie de súbida à superfície, o Day After marca o regresso ao fundo, à normalidade.

Porque é que isto acontece sempre? Do meu ponto de vista a explicação é simples: somos incapazes de manter o espírito que nos invade como um raio e como um raio desaparece. A verdade é que todos temos a capacidade de reter essa motivação, essa crença, essa confiança. É claro que não é fácil nem cómodo e por isso é que nós o deixamos fugir mas... Pelo menos está nas nossas mãos fazer alguma coisa!

O que eu vos desejo para este novo ano é que sejam capazes de manter acesa dentro de vós a chama da confiança e da motivação; que nunca se esqueçam de a alimentar com o vosso esforço e com o vosso desejo de fazer deste um ano melhor que os anteriores; que no dia 31 de Dezembro de 2009 olhem para trás e pensem valeu a pena!

Um abraço/Um beijinho do Zé! :)

terça-feira, dezembro 16, 2008

Memórias

As vezes que eu vi este filme e, em particular, esta cena...


Bons tempos!

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Ahhhh o Natal!...

Dali do lado, na cozinha, ouvem-se duas mulheres a conversar enquanto fazem os doces. Rabanadas por agora, mais tarde mexidos... Os aromas do leite, do mel e da canela misturam-se no ar e acompanham os ruídos que chegam até ao escritório onde estou sentado. O banco é almofadado e dá para duas pessoas mas só lá estou eu.
À minha frente está um móvel alto que serve para o meu pai arquivar documentos e suporta um daqueles rádios antigos que provavelmente já não funciona. Pousado em cima desse rádio está um pinheiro bravo enorme (pelo menos para os meus oito/dez anos é enorme).
O meu pai encostou uma cadeira ao tal móvel e está em pé a arrumar o pinheiro, dentro de um vaso decorado com papel de embrulho. Volta e meia desvia-se, para olhar de longe a verticalidade do pinheiro, e pede-me a opinião. Não tarda nada começa a minha parte activa.
O meu pai pede-me primeiro as fitinhas depois as decorações e finalmente as luzinhas. Quando tudo estiver no devido lugar é a vez dos chocolates da Avianense irem para a árvore. Eu e o meu irmão vamos encarregar-nos de promover a viagem inversa (um por dia para cada um...).
Ao fim de, talvez, uma hora e meia acaba a primeira parte do primeiro dia da parte mais esperada do ano. O ponto final é o teste das luzes... Eu perco-me no tempo a ver as luzes a piscar e a reflectir nas fitinhas, nas bolinhas e nos sininhos. Haverá maior magia do que esta?
A segunda etapa é noutra parte da casa. Saímos do escritório e vamos para a sala onde juntamos algumas grandes que cobrimos com papelão e musgo. Lentamente o presépio vai ganhando forma e a sala outra vida. O fim da construção marca o início da minha contemplação...

Hoje, passados vinte anos sobre esta fase mudou quase tudo. Mudou a casa, mudaram os intervenientes, mudaram as perspectivas, mudou o pinheiro. O que não mudou foi a sensação.
Hoje fui eu quem montou o pinheiro, e o presépio. Quem me ajudou foi o meu primo Hugo, que do alto dos seus quatro anos, me mostrou aquilo que eu não via antes. Os olhos de quem observa.

Que bom que chegou o Natal e todas as coisinhas boas que fazem desta uma época especial!

terça-feira, julho 22, 2008

O Menino da Lágrima - a história Verdadeira

Pois é... O Menino da Lágrima... Muito se tem dito sobre a personagem que serviu de modelo a esta pintura que ocupa o terceiro lugar do ranking das representações mais frequentes nas paredes das casas de todo o mundo. O primeiro lugar, todos sabem, é a Última Ceia e o segundo são as manchas de humidade.
Afinal quem é o Menino da Lágrima? De onde é ele? Que idade tem? Porque chora? Está dentro da escolaridade obrigatória? Que raio é aquilo que traz vestido?
Vamos às respostas...
Primeira grande revelação... O Menino da Lágrima é português! É verdade! Rogério (assim se chama o menino da lágrima) nasceu a nasceu a 31 de Janeiro de 1945 em Valongo.
A sua mãe, Maria Eleutéria era aguadeira. A água que recolhia na Serra de Valongo era vendida nas casas nobres da cidade do Porto. Todos os dias Maria Eleutéria fazia vários quilómetros para ir buscar água à serra e para depois vender no Porto. A mãe de Rogério era viúva de Horácio Clemente.
Horácio Clemente, o pai de Rogério, trabalhava nas minas de Valongo quando foi vitimado por uma repentina derrocada. Os seus restos mortais nunca foram recuperados. O acidente aconteceu quando Rogério tinha apenas 2 anos de idade pelo que não guardou memórias do seu pai.
Este episódio viria a marcar toda a vida de Rogério pelos motivos que a seguir vos revelo. Amargurada pela angústia de uma viuvez na flor da idade Maria Eleutéria afogou as suas mágoas nos braços de um rico comerciante de peles da cidade do Porto. Este convenceu Maria Eleutéria a deixar o filho num lar para que fugissem para o Brasil. Maria Eleutéria assim o fez e nunca mais se soube do seu paradeiro.
Nesta altura tinha Rogério três anos e começaria em breve a verter as primeiras lágrimas. Pde. Manuel Aivoso, cónego responsável pelo lar de Santa Quitéria em Valongo cedo cuidou de se responsabilizar pelo petiz de olhos azuis e ar triste que quebra o coração.
Os anos foram passando e Rogério ocupou o lugar de protegido do Pde Manuel Aivoso. Este facto, como devem imaginar, promoveu a inveja e o ódio das outras crianças pois todas queriam poder sentar-se no colo desnudado do Pde Manuel naquelas noites de verão em que ele trocava rebuçados por beijinhos.
Estas trocas inocentes valeram algumas coças de inveja ao Rogério e também um grave problema de saúde: diabetes. O açúcar que Rogério ingeria incessantemente deixaria vestígios para o resto da sua vida.
O Pde Manuel foi um dia visitado por um pintor que lhe disse que gostaria de retratar uma das crianças que vira no coro da missa dominical. Essa criança era Rogério.
Corria o mês de Junho quando o pintor (será identificado com as iniciais J.M. para não revelar a sua identidade)visitou o lar. A pedido deste Rogério foi levado para o jardim para que pudesse ser retratado num cenário colorido e jovial. Acontece que Rogério era alérgico às gramíneas e passou toda a tarde a fungar e com a vistinha direita a chorar-lhe. A espera de J.M. por um sorriso na cara de Rogério deu lugar à impaciência e esta ao desespero. Como não queria perder o episódio desse dia da rádio-novela, J.M. decidiu não demorar mais tempo e pintar Rogério assim mesmo, com uma lágrima a correr-lhe da face. Assim nasceu um ícone da pintura do século XX!
Quando J.M. chegou a casa ligou a rádio mas não conseguia tirar os olhos do quadro que havia pintado. Aquela lágrima não condizia com o cenário alegre e colorido por trás do Menino assim J.M. tomou uma decisão drástica. Mudou a paisagem atrás de Rogério e acrescentou-lhe o vestuário pesado e triste que hoje todos conhecemos. Deve explicar-se que devido ao calor desse dia (e à insistência do Pde. Manuel) Rogério posara em tronco nu.
Não passaram muitas semanas até que J.M. visitou novamente o lar e o Pde. Manuel. Nesse espaço de tempo J.M. tinha exposto o quadro na mercearia do seu pai e fizera tal sucesso que recebeu 57 encomendas. J.M. deslocou-se ao lar para apresentar ao Pde. uma ideia que, na sua opinião traria fama e fortuna para si e para o lar. O Pde. Manuel não enjeitou a oportunidade e no fim-de-semana seguinte, no final das cerimónias de primeira comunhão, Rogério foi colocado numa bancada onde assinou todas as cópias que J.M. havia entretanto vendido. As pessoas pediam a Rogério que soltasse uma lágrima e, para que tal acontecesse, Pde. Manuel, sentado ao lado de Rogério, picava-o com uma pequena taxa por baixo da mesa.
Este episódio trouxe, de facto, fama para Rogério. Acontece que, como qualquer teenager pop-star Rogério não soube medir os seus actos e gerir a sua carreira e em breve seria muito frequente vê-lo a vaguear até bem tarde pela Baixa do Porto (segundo alguns testemunhos não era raro vê-lo pelas ruas lá prás dez da noite).
Rogério começou a frequentar lugares de fama duvidosa e a fazer-se acompanhar por ganapos mal intencionados. Antes que desse por ela já Rogério era um jovem nos seus vinte anos, agarrado ao LSD, ao sexo livre e à Cola Canadá Dry.
Os conhecimentos de um nobre portuense amigo do Pde Manuel levaram Rogério até Londres. O objectivo era recuperar Rogério para a sociedade mas a capital Inglesa não era o melhor lugar para tal...
Pouco tempo passou desde a chegada a Londres para que o rapaz se perdesse novamente. Em Londres, e em todo o Reino Unido, Rogério também era conhecido (Roger, The Tear Boy) e frequentemente assinava contratos com discotecas para chamar povo...
Os anos foram-se passando e Rogério era agora um trapo. A sua expressão mais triste do que nunca devia-se às saudades dos rebuçados do Pde. Manuel... E chorava.
Em meados dos anos 80, e aproveitando a viagem de um clube londrino à cidade do Porto, Rogério regressou ao seu país. Para sua tristeza o Pde. Manuel já havia falecido (na cadeia a cumprir pena por abuso de menores) e o pintor J.M. havia sido assassinado por uma seita à qual tinha aderido.
Rogério estava irreconhecível e por muito que insistisse com a as pessoas dizendo que era o Menino da Lágrima, ninguém lhe dava crédito. A sua vida parecia condenada ao fracasso e ao sofrimento mas Rogério tinha um último trunfo. Esperou pacientemente pela primavera e pela polinização das gramíneas e montou um cenário idêntico ao da pintura que o havia tornado célebre. No dia 21 de Maio de 1991 na Rotunda da Boavista, Rogério vestiu-se com sacos de serapilheira e sentou-se na frente do seu cenário. Em breve começou a sentir a alergia e as lágrimas de alegria misturaram-se com as provocadas pelo pólen.
Os minutos foram passando e a expectativa de finalmente ser reconhecido deu lugar ao desconsolo. Num ataque de fúria Rogério destruiu o cenário e fugiu para o Bairro da Sé à procura de um chuto... Nunca mais largou o vício.
Hoje em dia, se quiserem ver o Rogério é ir às redondezas do hospital de Santo António. O Rogério anda por lá a arrumar carros e a chorar...

domingo, junho 01, 2008

Prioridades

Durante os últimos dias vários milhares de portugueses foram ao encontro da selecção nacional de futebol. Fosse para ver os craques ou para lhes dar apoio e prestar homenagem. Fosse em Viseu ou em Lisboa. Fosse ao sol ou fosse à chuva.
Eu cá não tenho nada contra a selecção que representa o meu país. Basta isso mesmo para os apoiar. Representam o meu país.
Aquilo que me faz escrever aqui é a capacidade de mobilização que os portugueses mostram quando toca a manifestar esse apoio por oposição à falta de vontade para lutar contra tudo o que de mal se passa por cá. E a verdade é que motivos não faltam! Só falta mesmo a motivação...
No meio de tudo isto temos três canais generalistas a transmitir a viagem de autocarro da selecção e a recepção do senhor Presidente da República. Deplorável.
Milhares de anónimos neste país vão todos os dias pela madrugada para os seus empregos (e ainda vá que os têm) e nada nem ninguém se mostra na beira da estrada para dar apoio a esses verdadeiros heróis. Parece que os portugueses se conformam com a ideia errada de que temos de ir andando, pagando as contas, ir rezando em Fátima, ir vendo o futebol e as novelas na televisão, ir ouvindo os fados de agora... Tudo isto me parece estranhamente entranhado e não devia ser assim. Se ao menos as pessoas soubessem que também podem ser os heróis...

Ah... Entretanto, hoje pela tarde, enquanto a selecção de futebol viajava de autocarro e de avião, a selecção de voleibol estava a disputar o apuramento para os Jogos Olímpicos que, infelizmente, não conseguiu. Como vivemos no país do futebol não se deu destaque. Algum de vós sabia isso?

sábado, maio 24, 2008

Portugal e o Festival da Canção

Assistir à votação de um Festival é absolutamente previsível e incomparavelmente mais fácil do que acertar em um único número do totoloto. Só temos que esperar pelos dois ou três primeiros países para ver as tendências e depois é reparar em quem vai votar. De seguida pega-se num mapa da Europa, vemos os países vizinhos do país votante e já sabemos para onde vão as maiores votações!


Quanto a Portugal...

Nunca vamos ganhar porque:
- Não temos afinidades históricas, culturais ou linguísticas tão intensas como têm outros (veja-se a Rússia e vizinhança, os países nórdicos ou os países dos Balcãs que apesar de não se gramarem passam as mãos nas costas uns dos outros);

Vamos ter sempre pontos porque:
- Temos os tótós dos nuestros hermanos (e eles a nós);
- Temos os imigrantes na Suíça, na França e no Luxemburgo


Finalmente... Um ponto alto na votação: o júri sueco! Das três uma:
- Ou estava na brincadeira;
- Ou era atrasado;
- Ou tinha acabado de fumar coentros...

quinta-feira, janeiro 10, 2008

DesGovernos II

Quarta-feira de manhã ouço na rádio o senhor José Sócrates (essa... BESTA!) dizer que a aprovação do Tratado de Lisboa vai ser feita por meio de ratificação parlamentar.
Quando confrontado com a promessa eleitoral (mas que merda é uma promessa eleitoral?! Soa-me a mito urbano...) de realização de um referendo, a BESTA, qual menino mimado e amuado, disse que a mesma se aplicava, apenas, ao ex-futuro tratado constitucional. Mas que p*$# de desculpa de mau pagador é esta? Mas que raio de ideia tem o homem de nós portugueses? Será que acha que nos contentamos todos em ver umas novelas, em nos atascarmos em empréstimos e em ir passear ao centro comercial ao domingo à tarde?No mesmo dia, mas já pela tarde e na assembleia da república, explicou que por uma questão de sentido de estado, o governo entende que a aprovação deve ser feita em parlamento. Argumentou com a possibilidade de a realização de um referendo em Portugal ter impacto negativo em outros estados-membro da União Europeia. Concordemos ou não, a verdade é que este argumento tem o condão de não insultar a nossa inteligência. O que eu não entendo é que a BESTA não tenha dito isto de manhã. Ou então disse-o de manha.

DesGovernos I

Na terça-feira passada o senhor secretário de estado da segurança social, pedro marques (e escrevo o nome dele em minúsculas em homenagem ao tamanho da sua inteligência) anunciou que o Governo decidira pagar o aumento que era devido aos reformados em prestações, dividindo-o por todos os meses de 2008, em vez de o pagar de uma vez só no primeiro mês do ano. Isto equivale a dizer que os nove euros (nove!!!!!!!!!) seriam repartidos por catorze partes dando a astronómica quantia de 68 cêntimos por mês.

Aos reformados vamos pagar um bocadinho assim!

Um dos argumentos usados por pedro marques foi que esta decisão iria beneficiar os pensionistas em 2009, porque a taxa de actualização vai incidir sobre uma base mais elevada (segundo cálculos que ouvi na antena1 corresponderia a um acréscimo de qualquer coisa como 0,03 euros por mês).
Numa demonstração de capacidades matemáticas extraordinárias o senhor secretário de estado acrescentou, ainda, que «esta forma garante que 90 por cento dos pensionistas ganhem poder de compra» e que, se o pagamento fosse feito num só mês, «700 mil pensionistas perderiam poder de compra».(?!)
Mas... Guardado estava o bocado! O senhor secretário de estado, munido de uma pouco comum capacidade de previsão dá-nos uma última lição de economia caseira: «se pagássemos tudo em Janeiro, os pensionistas em fevereiro veriam diminuida a sua pensão!»

Antes de partirem para a crítica fácil raciocinem comigo: Se o governo pagasse tudo de uma vez só, os reformados iam esbanjar esta fortuna em pão, leite, fixador para a placa, medicamentos, fraldas e sms para o programa da Júlia Pinheiro.
Assim, neste gesto que demonstra que o senhor secretário de estado está ciente da incapacidade que os reformados têm para se governar, optou-se por pagar em prestações...


P.S.: Diz que o ministro da saúde ficou fo*#!$ com o secretário de estado porque deram entrada nas (poucas) urgências deste país centenas de reformados com problemas cardíacos derivados da emoção que sentiram ao saber dos 68 cêntimos.

sábado, janeiro 05, 2008

Google Zero e afins

Li hoje, na revista NS, que acompanha o JN e o DN aos sábados que existe um site (www.google-zero.com) que mais não é do que a versão ecológica do motor de busca mais utilizado do mundo.
O google-zero.com tem outros parentes, como o www.pretog.com ou o www.blackle.com, e o seu objectivo é basicamente o mesmo: poupar energia e, assim, ajudar o planeta.
A ideia parece muito interessante já que o fundo preto do motor de busca aparentemente exige um menor consumo de energia. Segundo o artigo da revista a utilização deste motor de busca, que tem a mesma eficiência e rapidez do google, permite a redução da emissão de dióxido de carbono associada à produção de energia em 1950 toneladas. O fundo negro permite poupar 30 watts por consumidor por dia.
A ideia parece, de facto, muito interessante. Agora, como devem imaginar, existem várias posições quanto ao real objectivo da criação destes motores de busca. Há quem diga que é marketing puro e duro. Há quem diga que o consumo de energia é basicamente o mesmo. Há quem diga que o único aspecto positivo é ao nível da saúde ocular dos utilizadores.
Pessoalmente acho interessante a ideia mas também me meto no grupo dos cépticos. De qualquer forma o site tem uma estética interessante e funciona tão bem como o google, portanto... Porque não?

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Não Fumadores

Nos termos da lei n.º37/2007 de 14 de Agosto passa a ser proibido fumar neste local. O não cumprimento da lei está sujeito à aplicação de uma coima entre os 50 e os 750 euros.

Quanto mais não seja, só pela entrada em vigor desta lei o ano de 2008 já vale a pena. Muitas pessoas (fumadores normalmente) considerarão estar a ser vítimas de perseguição. Alguns dirão que estamos perante a ditadura anti-tabaco.
Eu não fumo. Nunca fumei activamente. Passivamente devo já ter fumado uns valentes maços. Sem filtro! Agrada-me muito pensar que nunca mais vou gramar com o fumo de alguém que está a almoçar ou a jantar ao meu lado. Agrada-me muito saber que o meu pai, que é proprietário de um restaurante, nunca mais vai passar um mau bocado com clientes que fumam mais do que comem. Agrada-me, inclusive, a ideia de que algumas pessoas (não muitas infelizmente) vão deixar de fumar muito por causa desta lei.
Depois de ter escrito estas coisas provavelmente vai parecer incoerente o que vou escrever a seguir mas se repararem bem verão que não.
Na escola onde eu trabalho existe uma sala para os professores fumadores. A partir de agora essa sala deixa de ter essa função. Ainda não sei o que se fará com aquele espaço mas custa-me concordar com o fim da sala pela sua utilização actual. Eu não concordo que se fume. Nem sequer me agrada o fumo dos outros. Agora a verdade é que naquela sala só entrava quem queria e se eu fosse para lá sabia ao que me sujeitava (espero que ninguém compare esta situação com a situação de um restaurante ou de um outro local público porque pura e simplesmente não faz sentido).
De agora em diante os professores que queiram fumar um cigarro terão de sair do espaço da escola e eu já consigo imaginar a infeliz imagem que é um grupo de professores à porta da escola a fumar. Neste caso específico (e imagino que haja mais situações destas) não concordo duplamente com a mudança. Em primeiro lugar porque nenhum não fumador era prejudicado pelo fumo da sala dos fumadores a menos que lá entrasse (e assim seria voluntária a exposição ao tabaco) e retira-se um direito que eu entendo como legítimo aos fumadores. Em segundo lugar, mas não menos importante, os professores que venham fumar para a porta da escola serão, contra a sua vontade, um péssimo exemplo para os alunos.

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Mudanças

Pois é... Já chegamos ao fim do ano!
Está na hora de estabelecer metas, compromissos, regras, atitudes...
Toda a gente fez a listinha das resoluções para o novo ano?

Aqui fica a da Carraça:
1 - Ser mais activo (mais do que tem sido não é difícil);
2 - Já chega não?

Vamos ver... Espero ressuscitar o Blogue... Vão dando uma vista de olhos!


segunda-feira, outubro 15, 2007

Nós, os Humanos II - Assassínio de Honra, Curdistão, Iraque

Numa comunidade não muçulmana, os Yezidi, no Curdistão, uma jovem de 17 caiu na asneira de se apaixonar por um muçulmano. É óbvio que tamanha "desonra" não podia passar em claro à família...



Eu sei que era desnecessário escrever isto mas... Ela morreu...

sexta-feira, julho 27, 2007

Nova contratação

No dia 25 de Julho deu entrada no plantel cá de casa, a custo zero e proveniente do mercado europeu o mais novo elemento!
Não perguntem o nome porque ainda não tem (Black, Jack, Sacha, Boris, Draco ou Bruce são alguns dos possíveis baptismos...). Podem é deixar uma sugestão!

Aqui ficam as fotos para a posteridade.

terça-feira, julho 24, 2007

Iberismos...

O senhor José Saramago, entre outras pessoas, defende o iberismo, a união de Portugal e da Espanha. União essa, segundo a opinião dessas pessoas, que nunca devia ter sido quebrada.

O nascimento do nosso país pode ser alvo de muita discussão. Pode-se alegar que tudo não passou de uma birra de um tipo com mau feitio. Pode-se alegar que Afonso Henriques jamais deveria ter tido a oportunidade de criar um condado. Pode-se alegar uma data de coisas mas a verdade é que o nosso país existe há quase 900 anos! É dos países mais antigos do mundo! Tem uma língua própria! Tem cultura própria!
É verdade que a nossa língua se assemelha ao castelhano e ao galego. É verdade que encontramos muitos traços semelhantes na nossa cultura e na espanhola. É verdade que entre os dois países existem muitas afinidades mas... Que porra! Quanto valem 900 anos de história? Uma língua? Uma cultura? Uma bandeira? Um sentimento?
Porque raio haveria o nosso país de se juntar a Espanha quando no nosso país vizinho existem comunidades autónomas e que se tentam demarcar cada vez mais? Que dirá um galego, um catalão ou um basco sobre as ideias destes defensores do iberismo?
Para alguns dos defensores do iberismo existe uma razão muito forte para a união dos dois países: a melhoria da nossa qualidade de vida. Pertencer a Espanha, ou formar um país em conjunto, significa ter melhores ordenados, impostos mais baixos, entre outros benefícios. Ora, na escola, no terceiro ciclo fala-se disto em Ciências Naturais. O nome que este tipo de associação recebe é PARASITISMO!
Que raio de mentalidade retrógrada a nossa por acharmos que é boa ideia colar-mo-nos aos espanhóis para melhorar a nossa vida! OPORTUNISTAS! CHULOS!

O nosso país tem muitos defeitos. A mentalidade da generalidade dos portugueses precisa de mudar. Bastante e com muita urgência... Mas... Será que não somos capazes? Será que não conseguimos fazer do nosso país aquilo que queremos que ele seja? É preciso encostar aos outros?
Nós não somos uns coitadinhos! Gostamos de ser mas não precisamos. Nós somos bem capazes! Nós podemos traçar o nosso rumo e fazer dele um bom caminho! Só é preciso querer!

Fica aqui uma sugestão ao senhor Saramago: Naturalize-se espanhol e escreva nessa mesma língua! Se tanto quer ser ibérico o mínimo que deve fazer é adoptar as duas nacionalidades e exprimir-se nas duas línguas também por escrito!

domingo, julho 15, 2007

Eleições na Capital do Império

A reter:

- Os jornalistas e os políticos portugueses falam muito bem! Senhora Dona Ministra da Educação: há que dar na cabeça desses professores que não sabem ensinar a falar;
- Os políticos são optimistas. Mesmo quando estão enterrados em desgraça até às orelhas conseguem ver aspectos positivos nos seus resultados;
- O Telmo Correia e o Paulo Portas dão-se tão bem que até bebem do mesmo copo;
- O Miguel de Sousa Tavares (a quem muitas vezes chamo Miguel Esteves Cardoso) destila veneno mas tem muita pinta;
- A política está tão mal vista em Portugal que os lisboetas preferiram a praia com este tempo do que ir votar;

- Os JS's têm pinta de JC's (centristas, entenda-se) e foram clonados a partir de uma fotografia (e não de um modelo) de um qualquer catálogo da Sacoor;
- Toda a gente acha que o sistema político português está a precisar, urgentemente, de mudanças, mas ninguém vai fazer nada;

- Os cabeceirenses são gente boa. Eu já trabalhei no concelho e sei isso por experiência própria mas o dia de hoje fica marcado por um acto de uma generosidade formidável típico daquelas gentes. Para que o nosso Primeiro Ministro não falasse para o boneco, um grupo de simpáticos cabeceirenses (dizia a senhora: eu vim atrás deles...) deslocou-se até Lisboa e fez a festa frente ao camião de onde Sócrates discursou para as massas(??).

quinta-feira, junho 28, 2007

A minha playlist: 9 - Mad World - Gary Jules

Esta versão do original dos Tears for Fears é comovente. E é realista.
Hoje apetece-me ouvir esta música pelas verdades do título e da letra...




Gary Jules Mad World Lyrics

Ehhh Touro lindo!!!!

Que pena as bancadas terem degraus... Ia ser um espectáculo digno de se ver se o touro pudesse correr mais.
Aposto que antes de sair para a arena pensou: "Eu vou... mas levo uns comigo!
Há gente que paga para ir ver touradas - É daquelas coisas que não compreendo...

domingo, junho 17, 2007

Alguém me explica?

Como é que, no sinal de trânsito que representa o piso escorregadio, as marcas dos pneus se cruzam?

Problemas de Expressão

No final do Portugal - Holanda de sub-21 José Couceiro explicava aos jornalistas a sua expulsão:
"Eu dirigi-me ao quarto árbitro e só disse: "Is foult! Is foult! Ele chamou árbitro principal e deu-me ordem de expulsão!"
Não percebo o espanto ó Zé! Com um inglês desses tinhas mesmo de ir para a rua!

sexta-feira, junho 15, 2007

Politiquices

Notícia do Expresso - CDS suspeito de falsificar nomes nos recibos de donativos

Investigação do processo Portucale detectou nomes mirabolantes nos recibos do CDS para justificar a entrada de um milhão de euros nas contas de 2004.
Jacinto Leite Capelo Rêgo. Esta foi um dos nomes encontrados pela Polícia Judiciária nos recibos de donativos emitidos pelo CDS/PP para justificar o encaixe de um milhão de euros em Dezembro de 2004.
Esta entrada de dinheiro foi investigada pela PJ no chamado processo "Portucale", que incide sobre suspeitas de tráfico de influências para a aprovação de um projecto turístico do Grupo Espírito Santo em Benavente.

Mas que MERDA é esta????? Não basta falsificar???? Ainda brincam? Já sinto leite cá pelo rego - Só podia ser no PP do Paulinho...

quinta-feira, junho 07, 2007

Que amiguinhos que eles são!


A APED (Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição) lançou uma campanha chamada "Liberte-se" - inclui petição on-line - que tem como objectivo acabar com a proibição da abertura das grandes superfícies comerciais ao domingo à tarde e feriados.
Aqui em baixo têm o spot de rádio e um cartaz elaborado para publicitar esta campanha.


O que me faz escrever este post não é a minha posição sobre este assunto. É, isso sim, o espanto que me invadiu ao ver que os senhores da APED estão, apenas e só, a lutar pelos direitos dos consumidores! A campanha não está ligada (e só as mentes perversas o fariam) ao aumento dos lucros destas empresas com a abertura aos domingos à tarde e feriados. Nada disso! Os senhores da APED olham por nós!
Obrigado, senhores da APED, por defenderem os meus direitos de consumidor!
Obrigado, senhores da APED, por não pensarem nos lucros astronómicos que vão ter se os vossos espaços abrirem aos domingos e aos feriados.
É muito bonito da vossa parte!... Oh hipocrisia!

Zodiac

Que eu sou um fã do David Fincher, não há dúvidas! Que o homem faz grandes filmes também não!
Então e este Zodiac? Bem, o Zodiac segue a lógica. É muito bom!

Baseado em acontecimentos verídicos, este filme retrata a investigação em torno de um serial killer auto-denominado Zodiac. Sabendo isto de antemão mas desconhecendo a história deste assassino poderíamos cair no risco de esperar que este filme fosse seguir a linha do soberbo Se7en, do mesmo realizador, com um desfiar de assassínios com uma base comum.
Neste filme, no entanto, a história principal é a investigação e não as mortes propriamente ditas. São os polícias (Mark Ruffalo, Anthony Edwards) e jornalistas (Jake Gyllenhaal, Robert Downey Jr.) e não tanto o serial killer e as suas vítimas.
O resultado final é um excelente filme (outra coisa não seria de esperar) com grandes actores (Jake Gyllenhaal, Mark Ruffalo, Anthony Edwards, Robert Downey Jr., Chloë Sevigny, Brian Cox).
A banda sonora, sem se destacar muito, é, à semelhança dos outros filmes de David Fincher, muito boa.

Site oficial:
http://www.zodiacmovie.com/
A frase:
Arthur Leigh Allen: I am not the Zodiac. And if I were, I certainly wouldn't tell you.