Uma lágrima de chuva
A sua essência viajou para lá das águas no desejo de um casal. Lá a essência ganhou matéria...
Na sua pátria de nascimento aprendeu a gostar da sua pátria de raiz. Cresceu, fez-se homem, fez homens. A sua ligação mais que umbilical à terra que o quis ver nascer fê-lo regressar sempre que pôde para matar saudades dos seus.
Aos que estão do lado de cá chegou sempre com um sorriso, uma brincadeira, um abraço. Nós, os que o recebemos, retribuimos-lhe... Voltou a partir para a sua casa de adopção. Lá criou a sua família, viu a sua família criar outras. E pelo meio de venturas e desventuras, sempre que pôde, voltou para o seu meio.
O outono da sua vida aproximou-se mais cedo do que devia. Quando os ramos que de si cresceram brotavam as primeiras folhas. Com o outono logo veio o inverno. Frio. Escuro. Chuvoso. Mas o sol da sua alegria sempre brilhou por trás das nuvens.
Tenho a certeza que por estes dias, quando a sua essência abandonou a matéria que o recebeu fez uma grande viagem. Voltou, deslizando pelos ares. Voltou para a sua terra. Passou o oceano. Chegou até nós. Tenho a certeza que quando aqui chegou, a sua essência, visitou todos os que sempre o receberam. Ainda que não o consigamos ver ele viu-nos a nós. Sorriu. Deixou cair uma lágrima que para nós pareceu um triste pingo de chuva.
Na sua pátria de nascimento aprendeu a gostar da sua pátria de raiz. Cresceu, fez-se homem, fez homens. A sua ligação mais que umbilical à terra que o quis ver nascer fê-lo regressar sempre que pôde para matar saudades dos seus.
Aos que estão do lado de cá chegou sempre com um sorriso, uma brincadeira, um abraço. Nós, os que o recebemos, retribuimos-lhe... Voltou a partir para a sua casa de adopção. Lá criou a sua família, viu a sua família criar outras. E pelo meio de venturas e desventuras, sempre que pôde, voltou para o seu meio.
O outono da sua vida aproximou-se mais cedo do que devia. Quando os ramos que de si cresceram brotavam as primeiras folhas. Com o outono logo veio o inverno. Frio. Escuro. Chuvoso. Mas o sol da sua alegria sempre brilhou por trás das nuvens.
Tenho a certeza que por estes dias, quando a sua essência abandonou a matéria que o recebeu fez uma grande viagem. Voltou, deslizando pelos ares. Voltou para a sua terra. Passou o oceano. Chegou até nós. Tenho a certeza que quando aqui chegou, a sua essência, visitou todos os que sempre o receberam. Ainda que não o consigamos ver ele viu-nos a nós. Sorriu. Deixou cair uma lágrima que para nós pareceu um triste pingo de chuva.
para um Barreiro com sotaque carioca
5 comentários:
Olá José...
muito bonito....e profundo...
é o que eu estou a pensar?
o Amilcar?
Beijinhos,
Ora viva!
Que bom contar com a tua visita no blog!
Acertaste...
Logo ligo-te
Muito longe de nós mas sempre por perto!
ficam as saudades, foi ter com o pai para umas boas festarolas como só eles sabiam fazer!
:) Lindo :)
Emocionei-me de verdade ao ler ou como diria o Amilcar... emocionei-me pra cacete!
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