David, o Camaleão - II
David pensava na sua incongruência. Nestas lides da filosofia David era um absoluto principiante... Nunca dera muito tempo ao pensamento profundo...
Mas... As mudanças eram o seu ponto forte e o seu ponto fraco! David era, ele próprio, um enigma!
Os dias foram passando e David parecia viver em Marte. Desde que o sol nascia até que caía no mar David não pensava noutra coisa. A extraordinária complexidade do seu ser surpreendia-o e angustiava-o.
David até começou a descurar a sua capacidade de disfarce... Parecia um rebelde, rebelde sem causa...
Como não via solução para o seu problema David procurou ajuda para compreender e resolver o seu problema...
Foi assim, procurando ajuda, que David entrou no templo.
Antes mesmo de perguntar o quer que fosse ao divino Homem das Estrelas David ouviu-o, pelo sistema sonoro. O Homem das Estrelas, o super-deus dos camaleões, era conhecido por adivinhar as dúvidas e questões dos seus seguidores. Mas também era conhecido por abusar do ácido... A voz do Major Tom, assim se chamava o Homem das Estrelas ecoou pelo oco interior do embondeiro: - These are your Golden Years! You should be a Hero!
David respondeu: - O que quer dizer com isso ó Mestre do Disfarce? Mas o sistema de som não pareceu responder... Transmitia apenas uma música de fundo: ...Fame...
Deve ter abusado dos ácidos - pensou um abatido David - Sem a ajuda do Mestre do Disfarce, o que vai ser de mim? Qual é a resposta para o sentido da minha vida?
À noite, na copa de uma qualquer árvore da floresta David lá apareceu no convívio para o qual os amigos o tinham convidado. Tinham achado David muito pálido. Isso num camaleão era cromaticamente perigoso... Nem mesmo o truque que David criara para sossegar os amigos, aparecer com um olho de cada cor, os deixara mais aliviados...
A festa estava a ser uma seca para David. Estava. Até ao momento que uma voz doce o despertou para o mundo - Let's dance? - Era uma rapariga da China chamada Na Ta Lin.
David aceitou! Foi dançar com a rapariga da China. O olhar calmo dela, a tranquilidade da sua voz, a certeza nas palavras, enebriaram David.
Quando voltou para junto dos colegas foi recebido com olhares de espanto! David mostrava a melhor camuflagem de sempre! Na sua pele rebentavam fogos de artifício e os olhos eram mágicos caleidoscópios...
Mas... As mudanças eram o seu ponto forte e o seu ponto fraco! David era, ele próprio, um enigma!
Os dias foram passando e David parecia viver em Marte. Desde que o sol nascia até que caía no mar David não pensava noutra coisa. A extraordinária complexidade do seu ser surpreendia-o e angustiava-o.
David até começou a descurar a sua capacidade de disfarce... Parecia um rebelde, rebelde sem causa...
Como não via solução para o seu problema David procurou ajuda para compreender e resolver o seu problema...
Foi assim, procurando ajuda, que David entrou no templo.
Antes mesmo de perguntar o quer que fosse ao divino Homem das Estrelas David ouviu-o, pelo sistema sonoro. O Homem das Estrelas, o super-deus dos camaleões, era conhecido por adivinhar as dúvidas e questões dos seus seguidores. Mas também era conhecido por abusar do ácido... A voz do Major Tom, assim se chamava o Homem das Estrelas ecoou pelo oco interior do embondeiro: - These are your Golden Years! You should be a Hero!
David respondeu: - O que quer dizer com isso ó Mestre do Disfarce? Mas o sistema de som não pareceu responder... Transmitia apenas uma música de fundo: ...Fame...
Deve ter abusado dos ácidos - pensou um abatido David - Sem a ajuda do Mestre do Disfarce, o que vai ser de mim? Qual é a resposta para o sentido da minha vida?
À noite, na copa de uma qualquer árvore da floresta David lá apareceu no convívio para o qual os amigos o tinham convidado. Tinham achado David muito pálido. Isso num camaleão era cromaticamente perigoso... Nem mesmo o truque que David criara para sossegar os amigos, aparecer com um olho de cada cor, os deixara mais aliviados...
A festa estava a ser uma seca para David. Estava. Até ao momento que uma voz doce o despertou para o mundo - Let's dance? - Era uma rapariga da China chamada Na Ta Lin.
David aceitou! Foi dançar com a rapariga da China. O olhar calmo dela, a tranquilidade da sua voz, a certeza nas palavras, enebriaram David.
Quando voltou para junto dos colegas foi recebido com olhares de espanto! David mostrava a melhor camuflagem de sempre! Na sua pele rebentavam fogos de artifício e os olhos eram mágicos caleidoscópios...
7 comentários:
Miss Alcor... O teu pequeno mas elogioso comentário foi-se... Tive de postar o texto outra vez... És livre de comentar de novo! Hehehe!
Ah, pois, o amor produz estes efeitos... :)
Podes continuar!
Tens jeito, és professor de...?
(Cusca!)
E então que a mãe telefonou:
- David! Vem para casa!
- Já Bowie!
Geografia Maria Ostra... Geografia...
O David está in love!! O que deve ele fazer, levar a mocinha para casa?
Bom texto, sim senhor.
Cumprimentos.
Uau!
Agora nas férias da páscoa andei a passear no maciço antigo ;) é assim, não é?
Mas entre toda essa magia, de repente, o David deu-se conta de que estava em território dos quem? dos quem? Estava na lixeira dos adolescentes.
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