sábado, maio 24, 2008

Portugal e o Festival da Canção

Assistir à votação de um Festival é absolutamente previsível e incomparavelmente mais fácil do que acertar em um único número do totoloto. Só temos que esperar pelos dois ou três primeiros países para ver as tendências e depois é reparar em quem vai votar. De seguida pega-se num mapa da Europa, vemos os países vizinhos do país votante e já sabemos para onde vão as maiores votações!


Quanto a Portugal...

Nunca vamos ganhar porque:
- Não temos afinidades históricas, culturais ou linguísticas tão intensas como têm outros (veja-se a Rússia e vizinhança, os países nórdicos ou os países dos Balcãs que apesar de não se gramarem passam as mãos nas costas uns dos outros);

Vamos ter sempre pontos porque:
- Temos os tótós dos nuestros hermanos (e eles a nós);
- Temos os imigrantes na Suíça, na França e no Luxemburgo


Finalmente... Um ponto alto na votação: o júri sueco! Das três uma:
- Ou estava na brincadeira;
- Ou era atrasado;
- Ou tinha acabado de fumar coentros...

quinta-feira, janeiro 10, 2008

DesGovernos II

Quarta-feira de manhã ouço na rádio o senhor José Sócrates (essa... BESTA!) dizer que a aprovação do Tratado de Lisboa vai ser feita por meio de ratificação parlamentar.
Quando confrontado com a promessa eleitoral (mas que merda é uma promessa eleitoral?! Soa-me a mito urbano...) de realização de um referendo, a BESTA, qual menino mimado e amuado, disse que a mesma se aplicava, apenas, ao ex-futuro tratado constitucional. Mas que p*$# de desculpa de mau pagador é esta? Mas que raio de ideia tem o homem de nós portugueses? Será que acha que nos contentamos todos em ver umas novelas, em nos atascarmos em empréstimos e em ir passear ao centro comercial ao domingo à tarde?No mesmo dia, mas já pela tarde e na assembleia da república, explicou que por uma questão de sentido de estado, o governo entende que a aprovação deve ser feita em parlamento. Argumentou com a possibilidade de a realização de um referendo em Portugal ter impacto negativo em outros estados-membro da União Europeia. Concordemos ou não, a verdade é que este argumento tem o condão de não insultar a nossa inteligência. O que eu não entendo é que a BESTA não tenha dito isto de manhã. Ou então disse-o de manha.

DesGovernos I

Na terça-feira passada o senhor secretário de estado da segurança social, pedro marques (e escrevo o nome dele em minúsculas em homenagem ao tamanho da sua inteligência) anunciou que o Governo decidira pagar o aumento que era devido aos reformados em prestações, dividindo-o por todos os meses de 2008, em vez de o pagar de uma vez só no primeiro mês do ano. Isto equivale a dizer que os nove euros (nove!!!!!!!!!) seriam repartidos por catorze partes dando a astronómica quantia de 68 cêntimos por mês.

Aos reformados vamos pagar um bocadinho assim!

Um dos argumentos usados por pedro marques foi que esta decisão iria beneficiar os pensionistas em 2009, porque a taxa de actualização vai incidir sobre uma base mais elevada (segundo cálculos que ouvi na antena1 corresponderia a um acréscimo de qualquer coisa como 0,03 euros por mês).
Numa demonstração de capacidades matemáticas extraordinárias o senhor secretário de estado acrescentou, ainda, que «esta forma garante que 90 por cento dos pensionistas ganhem poder de compra» e que, se o pagamento fosse feito num só mês, «700 mil pensionistas perderiam poder de compra».(?!)
Mas... Guardado estava o bocado! O senhor secretário de estado, munido de uma pouco comum capacidade de previsão dá-nos uma última lição de economia caseira: «se pagássemos tudo em Janeiro, os pensionistas em fevereiro veriam diminuida a sua pensão!»

Antes de partirem para a crítica fácil raciocinem comigo: Se o governo pagasse tudo de uma vez só, os reformados iam esbanjar esta fortuna em pão, leite, fixador para a placa, medicamentos, fraldas e sms para o programa da Júlia Pinheiro.
Assim, neste gesto que demonstra que o senhor secretário de estado está ciente da incapacidade que os reformados têm para se governar, optou-se por pagar em prestações...


P.S.: Diz que o ministro da saúde ficou fo*#!$ com o secretário de estado porque deram entrada nas (poucas) urgências deste país centenas de reformados com problemas cardíacos derivados da emoção que sentiram ao saber dos 68 cêntimos.

sábado, janeiro 05, 2008

Google Zero e afins

Li hoje, na revista NS, que acompanha o JN e o DN aos sábados que existe um site (www.google-zero.com) que mais não é do que a versão ecológica do motor de busca mais utilizado do mundo.
O google-zero.com tem outros parentes, como o www.pretog.com ou o www.blackle.com, e o seu objectivo é basicamente o mesmo: poupar energia e, assim, ajudar o planeta.
A ideia parece muito interessante já que o fundo preto do motor de busca aparentemente exige um menor consumo de energia. Segundo o artigo da revista a utilização deste motor de busca, que tem a mesma eficiência e rapidez do google, permite a redução da emissão de dióxido de carbono associada à produção de energia em 1950 toneladas. O fundo negro permite poupar 30 watts por consumidor por dia.
A ideia parece, de facto, muito interessante. Agora, como devem imaginar, existem várias posições quanto ao real objectivo da criação destes motores de busca. Há quem diga que é marketing puro e duro. Há quem diga que o consumo de energia é basicamente o mesmo. Há quem diga que o único aspecto positivo é ao nível da saúde ocular dos utilizadores.
Pessoalmente acho interessante a ideia mas também me meto no grupo dos cépticos. De qualquer forma o site tem uma estética interessante e funciona tão bem como o google, portanto... Porque não?

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Não Fumadores

Nos termos da lei n.º37/2007 de 14 de Agosto passa a ser proibido fumar neste local. O não cumprimento da lei está sujeito à aplicação de uma coima entre os 50 e os 750 euros.

Quanto mais não seja, só pela entrada em vigor desta lei o ano de 2008 já vale a pena. Muitas pessoas (fumadores normalmente) considerarão estar a ser vítimas de perseguição. Alguns dirão que estamos perante a ditadura anti-tabaco.
Eu não fumo. Nunca fumei activamente. Passivamente devo já ter fumado uns valentes maços. Sem filtro! Agrada-me muito pensar que nunca mais vou gramar com o fumo de alguém que está a almoçar ou a jantar ao meu lado. Agrada-me muito saber que o meu pai, que é proprietário de um restaurante, nunca mais vai passar um mau bocado com clientes que fumam mais do que comem. Agrada-me, inclusive, a ideia de que algumas pessoas (não muitas infelizmente) vão deixar de fumar muito por causa desta lei.
Depois de ter escrito estas coisas provavelmente vai parecer incoerente o que vou escrever a seguir mas se repararem bem verão que não.
Na escola onde eu trabalho existe uma sala para os professores fumadores. A partir de agora essa sala deixa de ter essa função. Ainda não sei o que se fará com aquele espaço mas custa-me concordar com o fim da sala pela sua utilização actual. Eu não concordo que se fume. Nem sequer me agrada o fumo dos outros. Agora a verdade é que naquela sala só entrava quem queria e se eu fosse para lá sabia ao que me sujeitava (espero que ninguém compare esta situação com a situação de um restaurante ou de um outro local público porque pura e simplesmente não faz sentido).
De agora em diante os professores que queiram fumar um cigarro terão de sair do espaço da escola e eu já consigo imaginar a infeliz imagem que é um grupo de professores à porta da escola a fumar. Neste caso específico (e imagino que haja mais situações destas) não concordo duplamente com a mudança. Em primeiro lugar porque nenhum não fumador era prejudicado pelo fumo da sala dos fumadores a menos que lá entrasse (e assim seria voluntária a exposição ao tabaco) e retira-se um direito que eu entendo como legítimo aos fumadores. Em segundo lugar, mas não menos importante, os professores que venham fumar para a porta da escola serão, contra a sua vontade, um péssimo exemplo para os alunos.

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Mudanças

Pois é... Já chegamos ao fim do ano!
Está na hora de estabelecer metas, compromissos, regras, atitudes...
Toda a gente fez a listinha das resoluções para o novo ano?

Aqui fica a da Carraça:
1 - Ser mais activo (mais do que tem sido não é difícil);
2 - Já chega não?

Vamos ver... Espero ressuscitar o Blogue... Vão dando uma vista de olhos!


segunda-feira, outubro 15, 2007

Nós, os Humanos II - Assassínio de Honra, Curdistão, Iraque

Numa comunidade não muçulmana, os Yezidi, no Curdistão, uma jovem de 17 caiu na asneira de se apaixonar por um muçulmano. É óbvio que tamanha "desonra" não podia passar em claro à família...



Eu sei que era desnecessário escrever isto mas... Ela morreu...

sexta-feira, julho 27, 2007

Nova contratação

No dia 25 de Julho deu entrada no plantel cá de casa, a custo zero e proveniente do mercado europeu o mais novo elemento!
Não perguntem o nome porque ainda não tem (Black, Jack, Sacha, Boris, Draco ou Bruce são alguns dos possíveis baptismos...). Podem é deixar uma sugestão!

Aqui ficam as fotos para a posteridade.

terça-feira, julho 24, 2007

Iberismos...

O senhor José Saramago, entre outras pessoas, defende o iberismo, a união de Portugal e da Espanha. União essa, segundo a opinião dessas pessoas, que nunca devia ter sido quebrada.

O nascimento do nosso país pode ser alvo de muita discussão. Pode-se alegar que tudo não passou de uma birra de um tipo com mau feitio. Pode-se alegar que Afonso Henriques jamais deveria ter tido a oportunidade de criar um condado. Pode-se alegar uma data de coisas mas a verdade é que o nosso país existe há quase 900 anos! É dos países mais antigos do mundo! Tem uma língua própria! Tem cultura própria!
É verdade que a nossa língua se assemelha ao castelhano e ao galego. É verdade que encontramos muitos traços semelhantes na nossa cultura e na espanhola. É verdade que entre os dois países existem muitas afinidades mas... Que porra! Quanto valem 900 anos de história? Uma língua? Uma cultura? Uma bandeira? Um sentimento?
Porque raio haveria o nosso país de se juntar a Espanha quando no nosso país vizinho existem comunidades autónomas e que se tentam demarcar cada vez mais? Que dirá um galego, um catalão ou um basco sobre as ideias destes defensores do iberismo?
Para alguns dos defensores do iberismo existe uma razão muito forte para a união dos dois países: a melhoria da nossa qualidade de vida. Pertencer a Espanha, ou formar um país em conjunto, significa ter melhores ordenados, impostos mais baixos, entre outros benefícios. Ora, na escola, no terceiro ciclo fala-se disto em Ciências Naturais. O nome que este tipo de associação recebe é PARASITISMO!
Que raio de mentalidade retrógrada a nossa por acharmos que é boa ideia colar-mo-nos aos espanhóis para melhorar a nossa vida! OPORTUNISTAS! CHULOS!

O nosso país tem muitos defeitos. A mentalidade da generalidade dos portugueses precisa de mudar. Bastante e com muita urgência... Mas... Será que não somos capazes? Será que não conseguimos fazer do nosso país aquilo que queremos que ele seja? É preciso encostar aos outros?
Nós não somos uns coitadinhos! Gostamos de ser mas não precisamos. Nós somos bem capazes! Nós podemos traçar o nosso rumo e fazer dele um bom caminho! Só é preciso querer!

Fica aqui uma sugestão ao senhor Saramago: Naturalize-se espanhol e escreva nessa mesma língua! Se tanto quer ser ibérico o mínimo que deve fazer é adoptar as duas nacionalidades e exprimir-se nas duas línguas também por escrito!

domingo, julho 15, 2007

Eleições na Capital do Império

A reter:

- Os jornalistas e os políticos portugueses falam muito bem! Senhora Dona Ministra da Educação: há que dar na cabeça desses professores que não sabem ensinar a falar;
- Os políticos são optimistas. Mesmo quando estão enterrados em desgraça até às orelhas conseguem ver aspectos positivos nos seus resultados;
- O Telmo Correia e o Paulo Portas dão-se tão bem que até bebem do mesmo copo;
- O Miguel de Sousa Tavares (a quem muitas vezes chamo Miguel Esteves Cardoso) destila veneno mas tem muita pinta;
- A política está tão mal vista em Portugal que os lisboetas preferiram a praia com este tempo do que ir votar;

- Os JS's têm pinta de JC's (centristas, entenda-se) e foram clonados a partir de uma fotografia (e não de um modelo) de um qualquer catálogo da Sacoor;
- Toda a gente acha que o sistema político português está a precisar, urgentemente, de mudanças, mas ninguém vai fazer nada;

- Os cabeceirenses são gente boa. Eu já trabalhei no concelho e sei isso por experiência própria mas o dia de hoje fica marcado por um acto de uma generosidade formidável típico daquelas gentes. Para que o nosso Primeiro Ministro não falasse para o boneco, um grupo de simpáticos cabeceirenses (dizia a senhora: eu vim atrás deles...) deslocou-se até Lisboa e fez a festa frente ao camião de onde Sócrates discursou para as massas(??).

quinta-feira, junho 28, 2007

A minha playlist: 9 - Mad World - Gary Jules

Esta versão do original dos Tears for Fears é comovente. E é realista.
Hoje apetece-me ouvir esta música pelas verdades do título e da letra...




Gary Jules Mad World Lyrics

Ehhh Touro lindo!!!!

Que pena as bancadas terem degraus... Ia ser um espectáculo digno de se ver se o touro pudesse correr mais.
Aposto que antes de sair para a arena pensou: "Eu vou... mas levo uns comigo!
Há gente que paga para ir ver touradas - É daquelas coisas que não compreendo...

domingo, junho 17, 2007

Alguém me explica?

Como é que, no sinal de trânsito que representa o piso escorregadio, as marcas dos pneus se cruzam?

Problemas de Expressão

No final do Portugal - Holanda de sub-21 José Couceiro explicava aos jornalistas a sua expulsão:
"Eu dirigi-me ao quarto árbitro e só disse: "Is foult! Is foult! Ele chamou árbitro principal e deu-me ordem de expulsão!"
Não percebo o espanto ó Zé! Com um inglês desses tinhas mesmo de ir para a rua!

sexta-feira, junho 15, 2007

Politiquices

Notícia do Expresso - CDS suspeito de falsificar nomes nos recibos de donativos

Investigação do processo Portucale detectou nomes mirabolantes nos recibos do CDS para justificar a entrada de um milhão de euros nas contas de 2004.
Jacinto Leite Capelo Rêgo. Esta foi um dos nomes encontrados pela Polícia Judiciária nos recibos de donativos emitidos pelo CDS/PP para justificar o encaixe de um milhão de euros em Dezembro de 2004.
Esta entrada de dinheiro foi investigada pela PJ no chamado processo "Portucale", que incide sobre suspeitas de tráfico de influências para a aprovação de um projecto turístico do Grupo Espírito Santo em Benavente.

Mas que MERDA é esta????? Não basta falsificar???? Ainda brincam? Já sinto leite cá pelo rego - Só podia ser no PP do Paulinho...

quinta-feira, junho 07, 2007

Que amiguinhos que eles são!


A APED (Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição) lançou uma campanha chamada "Liberte-se" - inclui petição on-line - que tem como objectivo acabar com a proibição da abertura das grandes superfícies comerciais ao domingo à tarde e feriados.
Aqui em baixo têm o spot de rádio e um cartaz elaborado para publicitar esta campanha.


O que me faz escrever este post não é a minha posição sobre este assunto. É, isso sim, o espanto que me invadiu ao ver que os senhores da APED estão, apenas e só, a lutar pelos direitos dos consumidores! A campanha não está ligada (e só as mentes perversas o fariam) ao aumento dos lucros destas empresas com a abertura aos domingos à tarde e feriados. Nada disso! Os senhores da APED olham por nós!
Obrigado, senhores da APED, por defenderem os meus direitos de consumidor!
Obrigado, senhores da APED, por não pensarem nos lucros astronómicos que vão ter se os vossos espaços abrirem aos domingos e aos feriados.
É muito bonito da vossa parte!... Oh hipocrisia!

Zodiac

Que eu sou um fã do David Fincher, não há dúvidas! Que o homem faz grandes filmes também não!
Então e este Zodiac? Bem, o Zodiac segue a lógica. É muito bom!

Baseado em acontecimentos verídicos, este filme retrata a investigação em torno de um serial killer auto-denominado Zodiac. Sabendo isto de antemão mas desconhecendo a história deste assassino poderíamos cair no risco de esperar que este filme fosse seguir a linha do soberbo Se7en, do mesmo realizador, com um desfiar de assassínios com uma base comum.
Neste filme, no entanto, a história principal é a investigação e não as mortes propriamente ditas. São os polícias (Mark Ruffalo, Anthony Edwards) e jornalistas (Jake Gyllenhaal, Robert Downey Jr.) e não tanto o serial killer e as suas vítimas.
O resultado final é um excelente filme (outra coisa não seria de esperar) com grandes actores (Jake Gyllenhaal, Mark Ruffalo, Anthony Edwards, Robert Downey Jr., Chloë Sevigny, Brian Cox).
A banda sonora, sem se destacar muito, é, à semelhança dos outros filmes de David Fincher, muito boa.

Site oficial:
http://www.zodiacmovie.com/
A frase:
Arthur Leigh Allen: I am not the Zodiac. And if I were, I certainly wouldn't tell you.

terça-feira, maio 29, 2007

Pedro e o Lobo à lá Beatbox

Quem achar que o moderno e o clássico não jogam bem um com o outro veja este filme. Soberbo!

quarta-feira, maio 23, 2007

Homem-Aranha 3

Depois de um período de "jejum" cinematográfico" fomos ver, na semana passada, o Homem-Aranha 3. Se quiser sintetizar o que achei do filme numa palavra digo...: cagada!

É a sério! O filme não vale o dinheiro que se paga para o ver!
O início até é prometedor já que durante o genérico(?) vemos uma espécie de resumo dos dois filmes anteriores. Depois... Bem, depois, vem o fraco, o mauzinho e o mau.
Começando pelas cenas do combate entre o Homem-Aranha (Tobey Maguire) e o Novo Duende Verde(James Franco): o combate, com exagero no trabalho computorizado é tão exagerado que se torna confuso e complicado de acompanhar... Nesta altura o filme está no início e a gente dá-lhe o benefício da dúvida...

Entretanto a história desenrola-se... O Homem-Aranha demonstra tiques de egocêntrico e palerma. O seu amigo/inimigo Harry fica tótó e a sua namorada (Kirsten Dunst) mostra sinais de frustração...
O filme continua a desenrolar-se e começa a descambar de vez. Quando o Homem-Aranha se transforma definitivamente numa pessoa completamente diferente (o próprio fato muda - e é muito estiloso) fica-se com a sensação de que o realizador Sam Raimi detesta a personagem central do filme e que quer é ridicularizar... Não sei se os fans dos comics gostaram mas duvido.
Mais para o final temos uma salgalhada de heróis e vilões - o Homem-Areia (Thomas Haden Church) e o Venom (Topher Grace) - muito mal justificada que resulta em mortes e salvamentos e mais parvoíce.
O que faltava era o elemento "Viva AMERICA" mas ele acontece!
Resumindo e concluindo... Caca!
Fiquei muito preocupado quando li algures que se está a pensar continuar a saga do Homem-Aranha...

Site oficial:
http://flash.sonypictures.com/movies/spiderman3/site/index.php
A frase:
Mary Jane Watson: Who are you?
Peter Parker: I don't know...

Fé...

A minha formação é católica. Fui baptizado e fiz a primeira comunhão. Fiquei por aí.
Ao longo da minha vida passei por diversas fases, no que a fé diz respeito.
Numa determinada época acreditei em Deus. Não exactamente no Deus em que a maioria das pessoas acredita mas, mesmo assim, no Deus pai e criador de tudo. No Deus omnipresente, omnisciente, omnipotente. Acima de tudo acreditava no Deus bondoso. No Deus que era só amor e sabedoria.
Quando ouvia dizer "Deus castiga", corrigia sempre: "Deus não castiga. Ensina!" Não cabia em mim a ideia de um Deus capaz de conceber a beleza mais arrebatadora e, ao mesmo tempo de punir a sua criação.

Não sei se foi a pouco e pouco ou se repentinamente mas a verdade é que ou a minha fé mudou ou se mudou.
O Deus em que acreditava e que gostava que existisse não existe. É um facto. Ver as coisas que vejo neste mundo basta-me para chegar a essa conclusão.
Se existe um deus é um deus com o qual não concordo. É um deus perfeitamente censurável. Perfeitamente dispensável.
Se esse deus existe e um dia me levar à sua presença (coisa pouco provável) vou querer fazer-lhe umas perguntas. E ele que não me venha com a conversa do livre arbítrio...

domingo, maio 20, 2007

POOOOOOOORTOOOOOO

Bolas! Estava a ver que não!

sábado, maio 19, 2007

Corações Envergonhados

Há duas semanas fui ao Dragão com a Nathalia. Fomos ver o nosso Porto.
No final do jogo fomos até ao Dolce Vita comer qualquer coisa.
Acabado o jantar, apeteceu-nos comer qualquer coisa doce. Um pequeno capricho.
Enquanto a Nathalia foi buscar um gelado eu fiquei na fila de uma pastelaria sem saber bem o que queria. Foi nessa hora que aconteceu.
Um homem que devia ter mais ou menos a minha idade aproximou-se. Era loiro, tinha o cabelo grande e preso atrás. Trazia uma mochila tinha um olhar imensamente triste.
Começou a falar, num português perfeitamente aceitável mas com um denunciador sotaque de leste.
Disse que não tinha emprego. Que não tinha onde dormir. Mostrou a bomba e disse que era asmático mas que não tinha dinheiro para comprar a medicação.
Nesta altura eu olhava para ele. Acho que olhei para ele para lhe mostrar que o ouvia. Que não estava a falar para as paredes.
Ele dirigiu o seu desabafo com os olhos para mim. Disse que tinha vergonha de pedir. Disse que tinha medo...
Naquele momento o meu coração apertou-se muito. Quis ajudá-lo. Quis falar-lhe. Quis dar-lhe um amparo. E não fiz nada disso. A minha vontade não conseguiu sobrepôr-se à minha estupidez. Dentro de mim uma irritante voz perguntou-me se ele não estaria a mentir. Outra voz igualmente estúpida e embaraçosamente minha disse-me: Já viste que as outras pessoas te vão achar um otário?
E estas duas vozes bloquearam-me as pernas. Bloquearam-me a voz. Bloquearam-me o coração.
Ele disse um obrigado desconsolado e continuou a sua via sacra.
Saí da fila. Tinha perdido o apetite. Acompanhei o percurso do homem com o olhar. Assisti às constantes negações de que foi alvo. Pior. Assisti à ignorância a que muitos o votaram.
Senti-me e sinto-me uma besta porque não fui capaz de fazer aquilo que, bem vistas as coisas, era a única coisa que podia, queria e devia fazer.
Eu, como todas as outras pessoas que antes e depois de mim não o ajudaram. Eu, como todas as outras pessoas que, perante os necessitados, fazem o mesmo, sou uma besta.
Nesse dia disse à Nathalia que, se um dia for pai, espero não dar tão grande exemplo de falta de humanidade aos meus filhos. Como me olhariam eles se eu fizesse o mesmo? Como me olharia eu se estivesse no lugar daquele homem?

Porque deixamos que os nossos corações se escondam com vergonha?
Porque temos pressa de esquecer as coisas que nos incomodam?

Stay

Aqui estou, de volta aos filmes!

Há uma semana, mais coisa menos coisa, vimos o filme Stay, de Marc Forster, com Ewan McGregor, Naomi Watts e Ryan Gosling, entre outros.
Este excelente filme conta-nos a história de Sam (Ewan McGregor), um psiquiatra que tenta evitar, a todo o custo, o suicídio de um paciente, Henry (Ryan Gosling), muito peculiar.

Para quem estiver interessado em ver este filme fica aqui uma sugestão: Se lá para o meio se sentirem um bocadito desmotivados ou confusos... Não desistam! Dêem-lhe uma chance. Vale a pena!
Grande trabalho de Ryan Gosling. Um daqueles actores que tem carreira assegurada...
Ahhh! O final de filme deixou-me com um nó na garganta...


Site oficial:
http://www.staythemovie.com/
A frase:
Henry Letham: I burned myself.
Sam Foster: You burned yourself? Why?
Henry Letham: Practicing for Hell.

quarta-feira, maio 16, 2007

A "minha" História Devida

Para quem não ouviu ontem, na Antena 1, aqui fica:

terça-feira, maio 15, 2007

A música do nosso nascimento

Este site tem tanto de simples como de interessante.
A gente introduz a data de nascimento e fica a saber que música estava no top... da Quirguízia...
Experimentem.

http://www.everyhit.com/dates/

No dia em que nasci o que estava nos tops era:



Ahhhh! Aquela da Quirguízia era treta...

sexta-feira, maio 11, 2007

Aniversários

Hoje não é só o meu dia de aniversário... Também era do meu amiguinho que já não está cá...

31

segunda-feira, maio 07, 2007

História Devida

Há uns tempos li este post no blog da Minerva Macgonagall, Avada Kedavra:

Passo a explicar o motivo da alegria.

Há dois meses descobri um programa da Antena 1, o História Devida, baseado num conceito do escritor Paul Auster:

"A História Devida é um programa diário da RDP, apresentado por Miguel Guilherme e por Nuno Artur Silva, que se baseia num conceito posto em prática por Paul Auster nos Estados Unidos da América. A ideia passa por pedir aos ouvintes da RDP que enviem as suas próprias histórias para serem lidas em antena por Miguel Guilherme. A História Devida depende, assim, da participação dos ouvintes, já que o programa é praticamente «feito» por eles.

Regras, há só duas: as histórias têm que ser curtas e têm que ser reais, e a sua selecção depende não de critérios literários, mas sim do mérito e da humanidade das mesmas. A História Devida não é nem um concurso nem uma competição. Ninguém anda à procura dos novos talentos da ficção portuguesa. O que verdadeiramente importa é que as histórias enviadas sejam histórias de vida – da vida dos ouvintes.

Quanto ao mais, não há restrições de conteúdo nem de forma. As histórias podem ser episódios cómicos, tristes ou brutais; gaffes hilariantes ou mágoas profundas; pequenos ou grandes dramas; coincidências bizarras ou inesperadas; sonhos, pesadelos, pressentimentos, intuições ou premonições. Podem ser sobre a velhice ou sobre a infância, sobre a amizade, o ódio ou o amor; e podem ter a forma de poemas, diálogos, narrativas ou pequenos relatos. Podem ser escritas num estilo seco ou elegante, irónico ou sincero… Enfim, a lista de possibilidades é infinita".

Assim que ouvi a primeira história, fiquei apaixonada pela ideia, e decidi participar. Enviei o meu texto, e soube hoje que foi seleccionado, e que irá para o ar no dia 11 de Maio às 17h20, com repetição às 21h20 e às 2h20. No dia anterior volto a postar sobre este assunto.

Uma coisa é certa: este blogue deixará de ser o mesmo, uma vez que vou dar a conhecer a minha verdadeira identidade. Lá se vai o anonimato! Só espero que não me ponham processos em cima!

Para quem ficou curioso com o programa mas não pode ouvir na rádio, no site da Antena 1 estão sempre disponíveis as histórias da semana.

Mas há mais: as histórias seleccionadas já foram publicadas neste livro:

... e vai haver outro livro, onde a minha "piquena" história vai estar!

:)

Até amanhã, e boas histórias!


Porque copiei um post na íntegra de outro blog para o meu?
Porque... No dia quinze de Maio é a vez da MINHA HISTÓRIA!!!!!
Hehehehe!
Estou "cheio de feliz"!

Meter Nojo...

Vim só dizer que cheguei a casa às oito da noite, depois de hora e meia de volante na mão e tinha à minha espera um arroz de ovas de sável de fazer chegar às lágrimas...
Pronto... Já meti nojo... Já me posso ir embora...

Direitos

Conheço um rapaz que está agora a terminar um curso profissional de três anos que lhe dá a equivalência ao décimo segundo e a oportunidade de concorrer ao ensino superior. O curso está ligado à instalação e manutenção de equipamentos informáticos.
A escola profissional onde estuda (as escolas profissionais, por si só dariam um post muuuito longo - pela forma como formam, contratam e são financiadas) vai lançar este ano duas dezenas de recém-formados neste curso e as coisas estão mal paradas para eles...
Ontem, em conversa, ele contou-me algumas peripécias. Aqui ficam umas "pérolas":
- Tem professores que não percebem nada de programação e, portanto, não têm como avaliar;
- Paga "propinas" e vai, certamente, ter de procurar trabalho numa área diferente já que os seus conhecimentos são escassos;
- Em algumas disciplinas faz dez (!!!) módulos num ano...;
- Há um professor que está a estudar. Quando tem trabalhos para a universidade põe os alunos todos a trabalhar para ele...;
Garanto-vos que ainda me contou mais umas tantas. No entanto o que mais me incomodou foi a resposta dele à minha pergunta: E vocês não reclamam? Não fazem nada? Ele encolheu os ombros...

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Desde que dou aulas sou Director de Turma com alguma frequência. Assim sendo tenho de dar a disciplina de Formação Cívica. Apesar de não ter formação para tal (apenas a que a vida e a consciência me dão) tento incutir nos miúdos a noção de responsabilidade cívica e, portanto, a noção dos direitos e dos deveres. É impressionante a facilidade com que as pessoas se deixam pisar hoje em dia. E nem um ai soltam...

Na escola onde trabalho acontece uma coisa que suponho que deva acontecer em muitas mais. Quando vou carregar o meu cartão tenho de ir à papelaria. Chegado lá vou para a fila. Dizem-me os miúdos: professor, pode passar à frente. Os professores passam sempre. Respondo eu - Não. Somos iguais. Vocês já cá estavam. Eles ficam a olhar para mim como quem diz: Tanso!!!
Na semana passada, estava eu na fila, aproxima-se um professor. Ao ver-me na fila vai para o final da mesma. Não resiste a dizer-me o seguinte quando passa por mim: - Eu não costumo ser tão politicamente correcto... Respondi eu: se quiser passar à frente... Força! Ele ficou tentado mas acho que se sentiu na obrigação de ser politicamente correcto...

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Uma senhora que conheço vive num prédio em Viana - Isto deve acontecer em centenas ou milhares de prédios em Portugal - que está a sofrer obras. As obras passam pela colocação de portas corta-fogo no acesso às escadas, entre outras coisas. O representante dos moradores apercebeu-se que essas portas estavam no plano mas não existiam... Fez pressão sobre o construtor. Ou as colocava ou ia para tribunal... O contrutor está a acabar as obras agora...
Como é que isto acontece? Simples o construtor poupa umas massas ao subornar os inspectores camarários... E saem todos a ganhar. Todos menos os moradores. Mas esses não interessam, não é? Afinal de contas esses "só" compram os apartamentos e vivem lá...

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Já disse isto aqui antes mas o nosso país é muito bom numa coisa. As pessoas com deficiências têm descontos enormes nos automóveis de luxo. Basta ver os carros que costumam estacionar nos lugares destinados aos deficientes...