terça-feira, fevereiro 27, 2007

Resposta às Propostas II - As guerras a sério

A Batalha de La Quelle!
Um cenário arrasador. À sua volta os soldados aliados, assim como os seus inimigos, nada vêm para além da areia e dos blocos graníticos que, em conjunto formam improvisadas barricadas e trincheiras e perigosas armadilhas.
As artilharias pesadas não cessam os seus mortais bombardeamentos.
As equipas médicas não têm mãos a medir. No ar paira um cheiro fétido de sangue, pólvora e dejectos que infesta os pulmões de todos.
Nos rostos impassíveis e inexpressivos dos soldados, como se de bonecos se tratassem, não se vislumbra uma centelha de vida. São meros joguetes nas mãos dos seus generais.
De repente, sem que nada nem ninguém o fizesse prever, ecoam nos céus, os sinais das tréguas:
- Zé Manel! Berto! Está na hora de comer!
Enquanto recolhiam os seus soldadinhos de plástico, os dois tiranos generais contavam as vítimas e comparavam resultados. Assim terminava mais um batalha de faz-de-conta na quelhinha entre o Guerreiro e a Messe (dois nomes em tudo ligados à Guerra! Hehehe!).
Bons velhos tempos Berto!

9 comentários:

Paulo disse...

OH PÁ! FOGO! Também era assim comigo e com o meu primo Miguel. Eu ficava (sempre) com os bonecos aliados (americanos, ingleses e australianos) ele com os nazis e os japoneses (que remédio tinha). Eu (para não variar) ganhava sempre. Ele protestava, mas não lhe valia de nada! Afinal eu era o mais velho e se ele se armasse muito ao pingarelho, levava na trombeta... por aqui podem ver como eu era (era?) despota! LOL
Que saudades... Obrigado por me avivares esta memória ;)

Célia disse...

Eu brincava com os pinypons :D

Anónimo disse...

E os legos? ninguém brincava com legos?

Bimpolho disse...

Eu lembro-me de quase todos os que tu disseste menos os do Canadá.

Lembro-me tb da parte mecanizada, os tanques jipes e canhões :D com a mola :) e disparavam mesmo!
e na altura do Carnaval havia umas bombinhas que dava para por dentro do canhão, a gente disparava a o canhão e onde ela caísse a gente acendia para ver quais morriam! :) lembras-te disso?
quanto aos países penso que eram esses, calculo que houvesse mais, as a gente usualmente tinha os nazis e os americanos ou ingleses.
belos tempos! ainda vou comprar um saquinho de tropas :D

Touro Zentado disse...

Xiiii! Pois era! Tanta coisa!

Legos também Eduardo... E Playmobil!
Hehehe!

Anónimo disse...

Bons velhos tempos...
Eu não brincava com os guerreiros, mas de vez em quando aspirava bastantes...principalmente os pequeninos... eu sei era mazinha, mas, mais guerreiro menos guerreiro, voçês não davam por ela...e aquilo pareciam formiguinhas...
Beijinhos

Unknown disse...

He, he! Sem dúvida que este texto me trouxe boas recordações e como cantava o outro: recordar é viver.
Um abraço.

Eduardo Ramos disse...

Grande maluco.
Que saudades.
A minha cadelinha roeu-me uma pelotão todo.
Deu-me uma fúria.
Grandes guerras. Grandes tardes.
Eu e o meu vizinho fazíamos fortes num monte de areia que tinha sobrado das obras da vivenda.
E éramos sofisticados. Para os canhões usávamos um dado para saber o poder do tiro. Os bonecos tinham várias classes. Alguns podiam ser feridos mais vezes. Usávamos um pião do totobola. (1) para acertar, (2) para ferir (X) pra falhar.
3 tiros para cada lado. Tipo batalha naval.
Fiquei com uma lágrima no olho.

Sacana.
Obrigado!

sweetjane disse...

Eu era mais ao Espaço 1999. Eu queria sempre ser a Maya, mas acabave sempre por fazer de Helena. Mas não fazia mal porque o miúdo de quem eu gostava fazia de comandante Koënig. E esses tempos não me parecem assim tão velhos. O tempo andou foi mais depressa nestes últimos 20 anos. Depressa demais.