quarta-feira, abril 25, 2007

25 de Abril

Tenho saudades do 25 de Abril.
Não vivi o 25 de Abril mas tenho saudades.
Tenho saudades das expressões felizes das pessoas viram as portas da liberdade abrirem à sua frente.
Tenho saudades dos sonhos que se sonhavam nessa altura.
Tenho saudades da forma como todos acreditavam no futuro.
Tenho saudades de como as pessoas não se inibiam de pensar. De dizer. Dizer o que pensavam em vez de pensar no que diriam.
Tenho saudades de quando as pessoas arregaçavam as mangas e arrepiavam caminho.
Tenho saudades de quando as pessoas sabiam que a sua liberdade era sua e de mais ninguém e a dos outros apenas aos outros dizia respeito.
Tenho saudades de quando as pessoas lutavam.
Tenho saudades de quando as pessoas andavam de cabeça erguida na rua e se viam, olhavam, sorriam e cumprimentavam.
Tenho saudades de quando as pessoas viviam umas pelas outras.

Tenho pena do 25 de Abril.
Não o vivi o 25 de Abril e por isso tenho pena.
Tenho pena de tratarmos tão mal o que outros conseguiram.
Tenho pena de ver as pessoas infelizes e a suspirar enquanto dizem que antigamente é que era bom.
Tenho pena porque hoje já não se sonha.
Tenho pena porque as pessoas já não acreditam.
Tenho pena que as pessoas se inibam de opinar. Tenho pena que as pessoas não se dêem ao trabalho de pensar e, portanto, não tenham o que dizer.
Tenho pena porque as pessoas acham que não vale a pena fazer um esforço.Acomodam-se. E fazem pouco de quem acha que vale.
Tenho pena que as pessoas não respeitem a sua liberdade. Não respeitem a liberdade dos outros. Deixem que os outros abusem da sua.
Tenho pena porque as pessoas já não lutam.
Tenho pena porque hoje as pessoas andam cabisbaixas, não se olham, não se cumprimentam, não se falam, não se sorriem.
Tenho pena porque hoje cada um vive por si e para si.

Faz-me falta um novo 25 de Abril. Faz-nos falta...

terça-feira, abril 24, 2007

Prazer Solitário...

Para mim isto é novidade...
Pensei que fosse exclusividade do ser humano...

segunda-feira, abril 23, 2007

Inquietação de Barcos - Joaquim Jorge Carvalho


Como não há duas sem três...
Li, no sábado passado, e em menos de uma hora, este guarda-jóias...
Lá dentro encontrei pérolas como esta:

Sereias

Quando o barco chegou da faina, Manuel,
Interroguei-te de novo. Sobre as redes
Disseste que havia chicharros, gaiado,
Atum, polvo, freira, caramujos-
Portanto, Manuel, que não havia sereias.

Amanhã voltarei, confiante ainda.


Ou esta:

Casa

Namorávamos, lembras-te, gulosamente
Pela rua da árvore, vizinhos da Água.
Davamos muito as mãos e os passos
Até às sete da tarde.

Quando o sol desiluminava a praia
Nós suspendíamos o amor
E os passos.

Depois, lembras-te, suspendemos o tempo:
Trouxemos nas mãos a praia para casa
E a rua, os passos.

(A miúda nasceu com três quilos, cento e cinquenta gramas.)
Podia ficar mais umas valentes linhas aqui mas... Não era justo!

Estas pérolas, quem as fez não foi uma ostra. Foi o Joaquim Jorge Carvalho (a quem eu tenho o prazer de poder chamar Quim Jorge!).
Procurem porque quem procura acha.
Achem porque quem acha recompensa-se!

Pensei que o meu Pai era Deus

No post anterior faço referência ao livro Histórias Devidas, baseado no programa História Devida, da Antena 1.

Como pessoa que gosta de ouvir/ler uma boa história, obviamente gostei do livro e, já que nele se fazia referência ao livro baseado no programa original dos Estados Unidos, resolvi comprar.
Em boa verdade se diga que comprei como presente para o meu pai. Também em boa verdade se deve dizer que como ele tardava em ler eu comecei... e acabei... O livro só vale mais do que o português porque tem mais histórias... De resto é o mesmo princípio, o mesmo meio e o mesmo fim... Vale a pena...

Histórias Devidas

Acabei de ler este livro há umas semanas...
Para quem não conhece, a Antena 1 tem um programa chamado, precisamente, História Devida, apresentado por Miguel Guilherme e Nuno Artur Silva.
A ideia deste programa baseia-se num programa radiofónico norte-americano apresentado por Paul Auster (esse mesmo) intitulado National Story Project. E qual é a ideia afinal?
Todos os dias é lido um pequeno conto escrito pelos ouvintes. Basicamente o que acontece é isso mesmo. As pessoas enviam para o programa histórias de vida. Os apresentadores fazem uma selecção e, posteriormente, contam a história na rádio.O programa norte-americano é, ao que sei, um programa de culto e deu origem a um livro que juntou as melhores histórias chamado Pensei que o meu Pai era Deus (de que falarei no post seguinte).
Em Portugal, e salvo as devidas diferenças, o percurso do programa tem sido o mesmo...
Para quem gosta de pequenas histórias, para quem acha que tem alguma coisa para contar, para quem gosta de escrever...

domingo, abril 22, 2007

Dia da Terra

Tão grande!
Tão imponente!
Tão bonita!
Tão nossa!
Tão frágil!
Parece que nos esquecemos disso...
O que é que já fizeste por ela hoje?

sábado, abril 21, 2007

Falsificações...

Este gajo... É mesmo sovina... Aldrabar a licenciatura ainda vá. Agora o cartão da piscina municipal é demais!...

Doce mais doce...


Este é o blog do meu amor...
Está a dar os primeiros passinhos mas vai ter uma caminhada segura...
Dêem-lhe uma oportunidade (que é como quem diz, uma espreitadela). Vão ver que conteúdo e interesse não lhe faltam...



Primavera no meu quintal II

Nasceram hoje... Pretos e amarelos... Todos misturados (toma PNR!!!!)

Primavera no meu quintal I

Borboletas e flores...

Entrevista a Personalidades Que Passaram Ao Lado Da Fama Por Uma Unha Negra I - Pedreiro de Aljubarrota

Introdução:
Gumersindo Almeida, também conhecido como o Pedreiro de Aljubarrota, marido de Brites Almeida, a famosa Padeira de Aljubarrota, dono de um estabelecimento comercial dois em um, naquela pequena aldeia, quase ficou famoso na batalha que consagrou a sua mulher. O destino passou-lhe ao lado por causa de uns ovos estragados...

Entrevista:
Jornalista do Personalidades Que Passaram Ao Lado Da Fama Por Uma Unha Negra (J) - Boa tarde senhor Gumersindo!
Gumersindo Almeida, o Pedreiro de Aljubarrota (GA) - Viva! Olhe... Chame-me Sindo. É o que toda a gente chama... quer dizer... chamava. Aqui no cemitério é toda a gente muito calada sabe? Só os mais novos é que são mais barulhentos.
(J) - Entendo! Fica combinado então... Senhor Sindo! Ora bem, conte-nos lá um bocadinho da sua vida para que as pessoas possam fazer um enquadramento...
(GA) - Olhe... Eu e a minha Brites conhecemo-nos num baile. Eu costumava levar umas barbas de milho e depois íamos fumá-las pró ribeiro... Ela gostava muito e como eu era aprendiz de pedreiro dizia-me «ai que pedra que tu me dás homem!» Hehehe! Era danada prá brincadeira a minha Brites. Mas às vezes eu misturava uns fiapos de cogumelos nas barbas do milho e ela ficava que não se podia aturar...
(J) - Não me diga que a Padeira de Aljubarrota se metia na passa!
(GA) - Não homem! Era cogumelos!
(J) - Ok! Prossigamos. O senhor e a dona Brites acabaram por casar certo?
(GA) - Pois! Os pais da Brites achavam que eu era bom partido. Eu era trabalhador e tinha umas ideias boas sabe... Logo que casámos abrimos uma lojinha no centro da aldeia... Eu trabalhava em pedra, ela fazia pão. Era um dois em um! Chamava-se PP Almeida - Transformamos pedra em pó e pó em pão!
(J) - Então já havia slogans! Muito bem! Diga-me... Lembra-se do dia da batalha?
(GA) - Não havia eu de me lembrar de outra coisa... Nesse dia a minha Brites tinha fumado barbas de milho com uns bocadinhos de cogumelo a mais. O pão que ela fez nesse dia saiu uma desgraça! Em vez de usar a farinha de trigo usou o pó das pedras que eu tinha lá arrumado... Queria ver se aproveitava aquilo... Sabe que misturado com água e fermento fica muito duro?
(J) - É parecido com o cimento então...
(GA) - Com o quê?
(J) - Deixe... Continue por favor senhor Sindo.
(GA) - Olhe nesse dia toda a gente reclamou do pão porque nem se podia trincar... Mas acabou por calhar bem porque depois deu para atirar com aquele pão duro como cornos aos castelhanos... Hehehe!
(J) - Não se perde nada! E depois?
(GA) - Olhe... a minha Brites também gosta de aproveitar tudo... E isso é que fez com que eu ficasse em casa no dia da batalha...
(J) - O que se passou?
(GA) - Eu tinha de almoçar mais cedo para ir ter com o senhor Nuno Álvares Pereira...
(J) - O Condestável?
(GA) - Sim! O do azeite! Sei que tinha feito uns lagares para o azeite em casa dele. Ele produzia azeite sabe... E ele gostou tanto do trabalho que me pediu para arranjar uns muros aqui perto. Dizia ele que era para lixar os castelhanos... Eu, claro, enchi-me de brios e aceitei!
Acontece que nesse dia a Brites, com a mania de aproveitar tudo, fez-me uns ovos mexidos mas usou ovos estragados... Resultado... Apanhei uma que nem do bacio me podia levantar...
(J) - Ui!
(GA) - Ui? Você havia de lá estar! Nem o Rafeiro, que era o cão que nós tinhamos na altura, se aproximava... E logo ele que gostava de ir cheirar ao bacio...
(J) - Vamos mudar o rumo da conversa se não se importa... Então e o que aconteceu a seguir?
(GA) - Olhe o Nuno Álvares Pereira veio lá a casa chamar por mim mas como eu estava no quintal sentado no bacio a Brites, que estava meio aurada com as barbas de milho, disse ao senhor Nuno que ia com ele mostrar onde estavam os muros... Eu, olhe... Passei o resto da tarde sentado no bacio... Bem ouvia os castelhanos aos berros mas não pude fazer nada... Mais para o finzinho do dia ainda me apareceu um lá no quintal, a fugir esbaforido! Dei-lhe com o bacio na cabeça mas ele já estava meio zonzo... Não sei se seria do cheiro...
(J) - Afinal o senhor também arriou nos castelhanos...
(GA) - Foi só num! Mas ninguém viu... Andavam todos a atirar com o pão... E a minha Brites a semear pazadas! Quando chegou a casa ninguém a aturava...
(J) - Sempre é verdade que ela matou uma meia-dúzia deles que estavam escondidos num forno?
(GA) - Quer dizer... Ela matar matou... Mas não foi como se diz por aí... Ela fechou-os lá dentro e chegou-lhes fogo...
(J) - Ui!
(GA) - No dia a seguir os soldados castelhanos que tinham sido presos comeram uma carninha assada...
(J) - Não me diga!
(GA) - É verdade!
(J) - Senhor Sindo... há uma coisa que não resisto a perguntar-lhe... Sempre é verdade que a dona Brites tinha seis dedos em cada mão?
(GA) - Então não é? As saudades que eu tenho daquelas mãozinhas... Uma vez... puxou-me as calças para baixo...
(J) - Se não se importa... É melhor ficarmos por aqui...
(GA) - Pronto... Está bem... Diga-me uma coisa. Não tem por aí umas barbas de milho e uns cogumelos?

quinta-feira, abril 19, 2007

Lurdinhas...

Vi isto no blog do Phantom - http://blogpratitambem.blogspot.com/ - e tive de trazer para cá...

A Ministra da Educação, em Santa Maria da Feira, a reagir aos apupos dos miúdos e professores...



Ajudem-me numa parte que eu não entendo... ela diz «Huuuuu!!!!» ou «Muuuuuuu!!!»?

terça-feira, abril 17, 2007

Nosso blog

O nosso conto já tem blog!

http://umcontode.blogspot.com/

O nome que tomei a liberdade de escolher é a mistura das sugestões...
Também achei "um conto de reis" interessante mas já não estava disponível.
Assim acho que se podem fazer leituras várias:
Um conto de... amor/ódio/traições
Um conto de... Tótó da Cabeça/EduRamos/etc/etc...

Estejam à vontade pra mexer na aparência...
Não enviei convites pra todos porque não tenho os mails... Logo que os disponibilizem...
Vamos fazer uma coisa que nos dê gozo fazer e que seja bem feita! :)

Número 23

A passada sexta-feira foi sexta-feira de cinema...
A escolha recaiu em Número 23 - Number 23 - de Joel Schumacher, o irmão menos conhecido de Michael e Ralph... Ou não!
O elenco conta conta Jim Carrey (Walter Sparrow/Fingerling), Virginia Madsen (Agatha Sparrow/Fabrizia), Danny Huston (Isaac French/Dr. Miles Phoenix), Logan Lerman (Robin Sparrow) e Rhona Mitra (Laura Tollins).
O filme conta-nos a história de Walter, um funcionário do canil lá da terra, que recebe de presente da mulher um livro estranho. Este livro, cujo título é Number 23, é uma edição de autor, com uma capa vermelha, e uma apresentação muito pouco cuidada. Apesar da renitência inicial, Walter lá começa a ler o livro e este revela-se viciante!
No livro conhecemos o detective Fingerling que se envolve numa estranha história em redor do número 23. Walter deixa-se "amarrar" pelo romance e começa a descobrir o número 23 em todos os lugares.A ideia é interessante mas não se define. Anda por ali a vaguear entre conceitos. Não sabe se há-de ser levado a sério ou não. O Schumi podia ter feito melhor...
Como se não bastasse temos de descolar de
Jim Carrey o rótulo de cómico o que, diga-se em abono da verdade, não é propriamente fácil...

Site oficial: A frase:
Twenty, fucking, three!

Este post tem 23 linhas de texto!!!! Uahahahahahaha!(é suposto ser uma gargalhada maquiavélica)...

Estudar(?) compensa

Este é dedicado à Minerva MacGonagall do Avada Kedavra... Hehehe!

Blog para o Conto

Aceitam-se propostas para o nome do blog e sua estrutura...
Fico à espera de sugestões! :)

A minha playlist: 8 - Enter Sandman - Metallica

Já cá faltavam!
Estes senhores são incontornáveis na minha história de vida...
Marcaram toda a minha adolescência e, apesar de mais afastados, continuamos a dar-nos bem...
A última vez que nos encontramos foi no Parque da Bela Vista... Foi um concerto como deve ser!
Este ano não me parece que os vá ver... :( (Money Talks... como diriam os AC/DC)
Aqui fica, sem qualquer tipo de surpresa, a melhor de todas as músicas...




Humor (?) Negro

O fulano que matou uma catrefada de gente na Universidade na Virginia tinha pedido equivalência a umas cadeiras que tinha feito na Independente...
Disseram-lhe que não...
Depois pediu «uma daquelas licenciaturas de domingo»...
Disseram-lhe que não...
Depois foi o que se viu...

quinta-feira, abril 12, 2007

Um conto

A manhã de segunda-feira começa agora a clarear. Daqui a nada vai entrar na via de acesso à cidade. Vai ser mais uma meia hora de pára arranca...
A rádio está sintonizada na estação do costume. Por entre pensamentos, desabafos e uma ou outra bolacha vai ouvindo as músicas que se sucedem, os comentários do locutor, a publicidade. A eterna e enfadonha publicidade.
Passa a hora, muda a equipa na rádio. Sai o locutor, entra um par. Ele e ela.
A partir daqui a viagem vai correr num instante. Ouve cada música e cada palavra com redobrada atenção. Procura pistas.

Na sexta-feira passada alguma coisa lhe prendeu a atenção. O locutor disse qualquer coisa do género:
- Vamos ouvir a música Shoot me Down, dos Boy Kill Boy...
Ela interrompeu-o:
- Esta música é fantástica, daquelas que me faz cantar a plenos pulmões. É das minhas preferidas...
- Eu sei - diz ele.
A voz dele parecia embevecida e comprometida.
Mais comprometido foi o silêncio que se seguiu.
Passaram-se cinco longos segundos até que a música começasse.
Achou aquela situação muito estranha. Pareceu-lhe uma espécie de declaração muito embaraçada. Muito tímida.
Logo a seguir pensou: Oh! Que parvoice! Claro que não é dedicatória nenhuma! Só ficaram sem nada para dizer e provavelmente estavam com problemas técnicos.
Quando este pensamento se diluiu na sua mente dedicou alguma atenção à letra.
You never knew never knew never knew
You never should never should never should
I needed someone, someone to be here
Always
When the sun's down, someone to pick up
Pieces
Esboçou um sorriso. Será mesmo? - Pensou com um ar divertido. - Será que ele está a declarar-se a ela?
Quando a música terminou a emissão continuou a um ritmo aparentemente normal...
No que restou de viagem continou a procurar pistas na emissão da rádio mas nada lhe pareceu significativo.

Agora ia começar mais uma busca às pistas do romance que criou na sua imaginação. O locutor da rádio estava apaixonado pela sua colega de equipa mas a timidez que impedia a declaração do amor em privado quebrava-se, ainda que de forma dissimulada, perante milhares de ouvintes.
O locutor também escrevia uma crónica semanal num jornal. Era esse o dia. Tinha decidido - Vou comprar o jornal... Quem sabe na crónica que ele escreve não aparece nada que me ilumine a investigação...


Comentem, sugiram, critiquem, e proponham-se para continuar a história...
Espero não ter desiludido...
Aqui ficam a música e a letra... Podem servir de inspiração...




terça-feira, abril 10, 2007

Seco...

Estou como o deserto de Atacama... seco...

Conto Comunitário...

Que acham, caríssimos visitantes, da ideia de escrevermos uma história? Cada um de nós escreve um capítulo de uma história e assim sucessivamente...
Quem alinhar diga qualquer coisa nos comentários...

sábado, abril 07, 2007

A próxima inglesa a ser raptada no Médio Oriente

Eu sei... estou a abusar dos vídeos...


Statler & Waldorf

Eu confesso... Sou fã... Que posso fazer?






sexta-feira, abril 06, 2007

Pen Canina...

Porque é que as pen se chamam pen?
Por isto:

300

Já fomos ver!!!!!!!!

300 conta, como já todos devem saber, a história de um pequeno exército de espartanos que fez frente a um numeroso exército de persas - a Batalha das Termópilas - e marcou, definitivamente, o desenrolar da guerra entre gregos e persas. Quem tiver alguma curiosidade histórica não deve limitar-se, de forma alguma, à história que o filme nos conta...A forma como uma e outra facção são retratadas, bem como o desenrolar da batalha, é, no mínimo, subjectiva e até já deu azo a reacções de desagrado por parte do presidente do Irão (antiga Pérsia) Ahmadinejad.Quanto ao filme propriamente dito...
Desde a primeira vez que vi o trailer que o meu entusiasmo para ir ver o filme foi aumentando. As imagens, a banda sonora, os gritos de guerra da Leónidas, tudo isto me deixou cada vez mais ansioso.
Por isso mesmo ontem, quando me preparava para ver o filme, não deixei de pensar que, com uma expectativa tão alta, provavelmente ia sofrer uma desilusão...
Felizmente não aconteceu. É certo que o trailer me deixou a entender que o grafismo era mais arrojado mas, ainda assim, nada que tenha desiludido!
300 é empolgante, é ousado e visualmente espectacular. A forma como Frank Miller e Zack Snyder trabalharam vai marcar a maneira de fazer cinema e eu, pessoalmente, fico à espera de mais...
Entre as personagens principais temos o já referido Rei Leónidas (Gerard Butler), o Rei Xerxes (Rodrigo Santoro - sinceramente não concordo muito com a escolha...), Dilios (David Wenham), Theron (Dominic West), a Rainha Gorgo (Lena Headey), o Capitão (Vincent Regan), Stelios (Michael Fassbender - eu ia jurar que era o Desmond do Lost...) e o traidor Ephialtes (Andrew Tiernan).

Site oficial:
http://300themovie.warnerbros.com/
A(s) frase(s):
This is where we hold them. This is where we fight. This is where they die.
Give them nothing! But take from them everything!
We Spartans have descended from Hercules himself. Taught never to retreat, never to surrender. Taught that death in the battlefield is the greatest glory he could achieve in his life. Spartans: the finest soldiers the world has ever known.
Remember this day, men, for it will be yours for all time.
Spartans! What is your profession? - Harooh! Harooh! Harooh!
Then we will fight in the shade!
Spartans! Ready your breakfast and eat hearty... For tonight, we dine in hell!

segunda-feira, abril 02, 2007

David, o Camaleão - II

David pensava na sua incongruência. Nestas lides da filosofia David era um absoluto principiante... Nunca dera muito tempo ao pensamento profundo...
Mas... As mudanças eram o seu ponto forte e o seu ponto fraco! David era, ele próprio, um enigma!
Os dias foram passando e David parecia viver em Marte. Desde que o sol nascia até que caía no mar David não pensava noutra coisa. A extraordinária complexidade do seu ser surpreendia-o e angustiava-o.
David até começou a descurar a sua capacidade de disfarce... Parecia um rebelde, rebelde sem causa...
Como não via solução para o seu problema David procurou ajuda para compreender e resolver o seu problema...
Foi assim, procurando ajuda, que David entrou no templo.
Antes mesmo de perguntar o quer que fosse ao divino Homem das Estrelas David ouviu-o, pelo sistema sonoro. O Homem das Estrelas, o super-deus dos camaleões, era conhecido por adivinhar as dúvidas e questões dos seus seguidores. Mas também era conhecido por abusar do ácido... A voz do Major Tom, assim se chamava o Homem das Estrelas ecoou pelo oco interior do embondeiro: - These are your Golden Years! You should be a Hero!
David respondeu: - O que quer dizer com isso ó Mestre do Disfarce? Mas o sistema de som não pareceu responder... Transmitia apenas uma música de fundo: ...Fame...
Deve ter abusado dos ácidos - pensou um abatido David - Sem a ajuda do Mestre do Disfarce, o que vai ser de mim? Qual é a resposta para o sentido da minha vida?
À noite, na copa de uma qualquer árvore da floresta David lá apareceu no convívio para o qual os amigos o tinham convidado. Tinham achado David muito pálido. Isso num camaleão era cromaticamente perigoso... Nem mesmo o truque que David criara para sossegar os amigos, aparecer com um olho de cada cor, os deixara mais aliviados...
A festa estava a ser uma seca para David. Estava. Até ao momento que uma voz doce o despertou para o mundo - Let's dance? - Era uma rapariga da China chamada Na Ta Lin.
David aceitou! Foi dançar com a rapariga da China. O olhar calmo dela, a tranquilidade da sua voz, a certeza nas palavras, enebriaram David.
Quando voltou para junto dos colegas foi recebido com olhares de espanto! David mostrava a melhor camuflagem de sempre! Na sua pele rebentavam fogos de artifício e os olhos eram mágicos caleidoscópios...

Avozinha Techno

Tenho de começar por agradecer mais esta colaboração Barbárica da Bááááááá! (para quando um blog menina?)

Quem acha que existem limites de idade para tudo vai ter de engolir as suas convicções... Tomem lá com uma avozinha cheia de speed (ou de speeds...), a curtir uma martelada à maneira...



Mai'nada!

Milagres vs. Pesquisas científicas

Andam pessoas a matar-se a estudar anos e anos a fio. Depois dos estudos trabalham afincadamente e sem descanso. Procuram razões, procuram explicações, procuram soluções...
Tudo isto seria desnecessário se se dedicassem à escrita e à oração. Ora vejam:

Pode ser a peça que permite acelerar o processo de beatificação do papa João Paulo II. Uma freira francesa diz que foi curada «milagrosamente» da doença de Parkinson, através da intervenção do sumo pontífice.
Em declarações à imprensa, contou que a sua vida «mudou totalmente» depois de os sintomas da doença desaparecerem numa noite de orações em 2005. «Para mim, foi como um segundo nascimento», disse a freira citada pela agência Associated Press.
A francesa contou que lhe foi diagnosticada a doença de Parkinson em 2001. Os sintomas pioraram com o tempo, impedindo-a de escrever, conduzir, andar e acabaram por lhe paralisar o braço esquerdo.
No dia 2 de Junho de 2005, exactamente dois meses após a morte de João Paulo II, a religiosa pediu à superiora para deixar o trabalho. «Na mesma noite senti o desejo de pegar uma caneta para escrever, como se alguém me dissesse: pega uma caneta e escreve», afirmou em entrevista colectiva à imprensa. A religiosa acrescenta que despertou em plena noite «estupefacta por ter conseguido dormir e por ter comprovado que não sentia dores».
Em seguida teve uma consulta com um neurologista, que «comprovou com surpresa o desaparecimento de todos os sintomas da doença e suspendeu o tratamento no dia 7 de Junho».
A freira deve viajar a Roma para as cerimónias do segundo aniversário da morte do papa e para a finalização das investigações sobre a sua vida, que fazem parte do processo de canonização.

Portanto pessoal, já sabem! É escrever e rezar! É escrever e rezar...
Sinceramente...

American Dreamz

O filme American Dreamz, o segundo que vi na sexta-feira passada, é uma cómica crítica ao Estados Unidos mas também à forma como a nossa sociedade funciona hoje em dia. Paul Weitz satiriza o poder norte-americano e a importância dos media nos dias que correm de uma forma tão inteligente como divertida.Martin Tweed (Hugh Grant) é o apresentador do famoso concurso American Dreamz (qualquer semelhança com o American Idol não é pura coincidência), que vai entrar numa nova série e precisa de concorrentes fora do normal. Precisa de cromos! Staton (Dennis Quaid) é o recém-reeleito presidente dos Estados Unidos (qualquer semelhança com George W. Bush não é pura coincidência) que precisa de um assessor (Willem Dafoe) como do pão para a boca. Sally (Mandy Moore) é uma candidata a famosa que namora com um soldado americano ferido no Iraque (Chris Klein) que tem uma inteligência do tamanho da bala que o atingiu. Omer (Sam Golzari), é um terrorista com pretensão a dançarino que se vê envolvido pela fama súbita...
Juntando tudo isto e mais algumas preciosidades, temos um filme bem conseguido e muito, muito crítico. Vale bem a pena ver!

Site Oficial:
http://www.americandreamzmovie.com/
A frase:
"Did you know there are two kinds of Iraqistanis?"

domingo, abril 01, 2007

Uma Casa no Fim do Mundo

Sexta-feira passada deu para ver dois filmes em DVD... Estava, e ainda estou, em dívida para com a minha colecção... Comecei por ver Uma Casa no Fim do Mundo - A Home at the End of the World, de Michael Mayer, baseado no romance de Michael Cunningham (autor do romance As Horas), e com Colin Farrell, Dallas Roberts, Robin Wright Penn e Sissy Spacek.Bobby (Colin Farrell), é um jovem que por contingências da vida é acolhido pela família de Jonathan (Dallas Roberts). A relação que estes dois desenvolvem é muito intensa (chega a roçar - e aqui a palavra roçar peca por escassa - a homossexualidade). Com o passar dos anos Jonathan vai estudar para Nova Iorque e, como os seus pais se mudam para outra parte dos States, Bobby, com pavor à solidão, procura-o.

Bobby vai viver para a grande cidade com Jonathan e a sua companheira de casa Clare (Robin Wright Penn) e, a partir daqui, surge um triângulo amoroso muito estranho. Mesmo...

Site oficial:
http://wip.warnerbros.com/ahome/
A frase:
When the place is all dark, when you and Clare have gone to sleep, and I'm awake, it's like being alive and being dead at the same time, y'know? It's this sorta halfway thing, where people who are alive are dreaming and people who are dead are... where they are. And I'm here... in the dark and the quiet.